Sufoco e Contradições

ByKuma

31 de Maio, 2026

O herdeiro suicida e o império do medo, Lukamba “Miau” Gato, incumbiu ao seu líder subserviente, bacharel tirano psicopata intrujão, Adalberto Costa Júnior “Betinho”, de acrescentar uma cláusula o tal Pacto de Transição,para que o dia 31 de Maio passasse a ser feriado nacional. Porquê? Porque segundo a sua versão, foi a data que deu início à Segunda República e à conquista do Sistema democrático em Angola.
Não é inocente, ele foi um dos negociadores de Bicesse, embora subalternizado a Alicerces Mango (já falecido), o que traduz à sua investidura como o herói vivo de uma UNITA que, invariavelmente, se queixa da falta de democracia quando o nosso País é uma das democracias mais estáveis de toda a África, como esta semana salientou Onofre dos Santos, não havendo por isso necessidade nenhuma de Pactos que não sejam debatidos no Parlamento, berço da democracia.
Partilho aqui a opinião de vastos sectores do Galo Negro que estão cada vez mais arredados do Partido, aqui também, já dei conta que a UNITA está foi tomada de assalto pela mestiçagem que sempre condenou o MPLA, com a agravante de terem a negritude anciã e analfabeta para legitimar a ascenção de tal desiderato, e que pelo visto causa até um certo deslumbramento na classe dirigente.
Mas também tivemos o terrorismo político a manifestar sufoco, Graça Campos tem de recorrer a ressabiados como José Gama, para preencher o seu programa na rádio essencial. Diz que têm medo, que não aceitam os convites. Estava à espera de quê? Transformou o espaço num ninho de escárnio e maldizer apontado ao Senhor Presidente da República, ultrapassando todos os limites da ética e decência, trazendo para o ar um léxico vergonhoso com o qual gente com ética, moral e respeito não aceita a cumplicidade.
A cidadania está atenta, Higino Carneiro nada mais é que um embaixador de uma geração comprometida com a desgraça económica de Angola, ele está cercado, sufocado, pela pseudo elite revolucionária ao qual pertence. Se não há ligações suficientes a Cabinda, se não havia desenvolvimento no Moxico, nas Lundas, no Cuando Cubango, foi porque em 15 anos de Paz se esqueceram do território, o que provocou a pressão demográfica à volta da capital, onde havia dinheiro.
Todavia houve quem pactuou, a UNITA não se manteve silenciosa e subserviente por acaso, João Batista Tchindande, fez fortuna colossal como governador do Cuando Cubango, chegou a conselheiro de Eduardo dos Santos, sem nunca ter perdido contacto com a UNITA e com o seu compadre Lukamba “Miau” Gato.
As operações de marketing, o ruído dos avençados, os posicionamentos dos oportunistas são índices ilusórios que driblam a realidade, João Manuel Gonçalves Lourenço será julgado pelo voto na hora certa, tudo o resto são minudências próprias da aflição, os factos estão documentados, o maior ataque pessoal e político feito contra Jonas Malheiro Savimbi e a UNITA, foi feito por Marcolino Moco quando chamou de selvagens e assassinos e destruidores de todo a património histórico e cultural por onde passaram.
A Segunda República foi um logro nacional, assentou num oportunismo que gerou a instituição mais forte herdada por João Manuel Gonçalves Lourenço: A corrupção. Depauperou o Estado, foi criado um sistema que favoreceu o nepotismo e despotismo partilhado pelo MPLA e UNITA de então, daí a necessidade urgente, para salvaguarda da democracia e da liberdade, e garantia do Estado de Direito, que uma vez termos atingido a credibilidade económica e registar crescimento real relegando para segundo plano o petróleo, caminharmos para a proclamação de uma Nova República.