A inveja é uma das emoções humanas mais antigas, complexas e, ironicamente, menos confessadas. Enquanto fenômeno psicológico, ela costuma ser vivida na sombra, associada à vergonha. No entanto, quando deixa de ser um sentimento puramente individual e passa a ser partilhado, a inveja transforma-se numa força social poderosa.
Para compreender o impacto desta emoção nas nossas vidas e nas estruturas sociais, importa distinguir as suas duas grandes dimensões, a inveja pessoal e a inveja coletiva.
No plano individual, a inveja nasce da comparação e ambição social e política. Ela surge quando alguém possui algo, um talento, um estatuto, um bem material ou uma relação que nós desejamos, mas sentimos que não conseguimos alcançar.
Psicologicamente, a inveja pessoal divide-se em duas vertentes:
Inveja benigna emulativa: O sucesso do outro serve de inspiração. O foco está em “como posso subir ao nível dele?”. É uma força motriz para o autoaperfeiçoamento. Isto exige inteligência e humildade.
Inveja maligna destrutiva: O foco não é subir, mas sim puxar o outro para baixo. O sentimento dominante é o ressentimento, e o desejo implícito é que o outro perca o que tem, mesmo que isso não traga qualquer benefício direto para nós.
A inveja pessoal funciona como um alerta desconfortável e doentio sobre os nossos próprios vazios e frustrações. Quando mal gerida, corrói a autoestima e destrói relações de proximidade, amizades, laços familiares ou dinâmicas de trabalho. Olhemos o espectro político em Angola e descortinamos as movimentações e conluios que gravitam em Luanda.
Se a inveja pessoal é um drama silencioso e individual, a inveja coletiva é um fenómeno barulhento e estrutural. Ela ocorre quando um grupo inteiro partilha um sentimento de hostilidade e ressentimento em relação a outro grupo que detém privilégios, sucesso, riqueza ou reconhecimento.
A inveja coletiva manifesta-se frequentemente através de dinâmicas sociais e políticas específicas:
Cultura da destruição e hostilidade Digital: Nas redes sociais, grupos unem-se frequentemente para desmantelar a reputação de indivíduos que atingiram o topo. Muitas vezes, a justiça social serve de capa para um impulso coletivo de nivelar por baixo.
Polarização e populismo: Discursos que dividem a sociedade entre nós, os desfavorecidos e virtuosos, e eles, os privilegiados e corruptos, capitalizam diretamente a inveja coletiva. Em vez de se focar na criação de riqueza ou oportunidades para todos, o foco passa a ser a punição ou a destruição do grupo percecionado como superior.
Aversão ao Sucesso Alheio: Em certas culturas, o sucesso individual é visto com suspeita pelo coletivo. Expressões populares ou mentalidades que condenam quem se destaca, quer ser mais do que os outros, refletem este mecanismo de defesa grupal para tentar atingir ou recuperar a homogeneidade.
A grande diferença entre as duas escalas reside na validação. A nível pessoal, a inveja é socialmente condenável, ninguém gosta de admitir que sente inveja. No entanto, quando integrada num grupo, a inveja coletiva, essa emoção ganha uma narrativa de legitimidade. O ressentimento individual transforma-se numa causa comum, o que alivia a culpa e amplifica o potencial destrutivo.
O paradoxo da comparação: Tanto a nível pessoal como coletivo, a inveja foca-se naquilo que o outro tem, cegando o indivíduo ou o grupo para as suas próprias capacidades de desenvolvimento e criação.
Este enunciado caracteriza algo profundo enraizado ancestralmente nas culturas que sempre se digladiaram e que estão na genesis da formatação do ADN que hoje gera irrenconcializações, e a ruidosa UNITA é o espelho deste reflexo, Jonas Savimbi saiu a UPA por inveja, soltou-se do MPLA por inveja, e cegou-se pelo Poder ao associar-se ao colonialismo português na fundação da UNITA.
Por arrasto, confrontamos-nos hoje com o emergir de uma união de sentimentos abraçados nos mesmos propósitos, não à toa, Marcolino Moco e Higino Carneiro, vêm da elite privilegiada estudantil do Huambo, que se aprofundou na IAMA – Escola de Aplicação Militar de Angola, daí os laços idiossincráticos que os une na tentativa de assalto ao Poder.
O MPLA soube sempre assumir as responsabilidades de uma governação evolutiva, gatinhou no marxismo-leninismo, pagou caro na adolescência ao enveredar pelo capitalismo selvagem de má memória, mas atingiu a idade adulta com João Manuel Gonçalves Lourenço, reposicionando o País nas democracias consolidadas, integrada no mercado, a participativa nos principais fóruns internacionais, com uma equidistância que confere prestígio, integridade, respeito e Independência Nacional.
Há uma lacuna visível, falta no País uma oposição credível, o desnorte e a vulgaridade são cada vez mais evidentes, esse desiderato contagiou uma franja do MPLA que nunca aceitou o Estado de Direito e o cumprimento das leis e das instituições pilares do Estado e da liberdade, é uma vasta união de cumplicidades que sempre viveram pendurados no Erário Público, Angola e mundo conhecem-nos, não à toa apoiam a liderança do Senhor Presidente da República, que com a vontade da cidadania encaminhará a Nação para um Nova República.
Ressonância

