Silenciosa, manhosa, venenosa, desliza entre a intriga assente numa ambição antiga, tem espaço próprio e um pescoço que se estende de Angola a Portugal, envenenou José Eduardo dos Santos, saiu incólume, ferrou João Manuel Gonçalves Lourenço, está camuflada em prontidão para emboscar, domina as outras quatro cabeças da maldita das sete cabeças, só que as serpentes também se se afastam escondem-se porque são vítimas do instinto humano, que as repelem por repugnância.
Estou a referir-me de Carlos Feijó, distinto militante do MPLA que tem no ninho mais (vivíparas/ovovivíparos), como Dino Matrosse, Kopelipa, Rui Falcão, Carolina Cerqueira e Hélder Pita Grós; são sobejamente conhecidos pelo oportunismo, malvadez, são todos cúmplices prisioneiros de uma teia que alberga almas insaciáveis de protagonismo e inveja, que se dão importância empanturrados de fartura sonegada, para que os outros se sinto diminuídos na miséria.
Carlos Feijó quer ser presidente da república, não é uma ambição recente, vem de longe, tem esquemas de culto à personalidade tanto em Angola como em Portugal, é uma espécie de Marcolino Moco mas que não chegou ainda ao estado desesperado e senil do antigo primeiro ministro proscrito.
Até à realização do próximo Congresso do MPLA, iremos ter na praça pública uma fogueira branda para onde irão ser lançados nomes condenados pela seita inquisitorial e corrupta, que persiste num regresso ao passado que tão caro está a custar ao País e aos cidadãos, foi um banquete opíparo e escandaloso que durou 15 anos, interrompido em 2017, sepultado em 2022, mas que tenta com as mais hediondas conexões oposicionistas regressar ao caviar e champanhe, brindando ao regresso impune de Isabel dos Santos, Dino, Manuel Vicente, Tchizé dos Santos, Álvaro Sobrinho, São Vicente, Nelson Gangsta, e outros que se julgam donos do nosso chão.
O desfile já começou, a fogueira arde mas para já não queima, é um fogo sem razão, é um combustível de mentira, mas sacia a imaginação dos malfeitores, Adão Almeida, Manuel Homem, Fernando Miala, Ana Dias Lourenço, Pereira Alfredo, enfim um rol de nomes que flutuam na imaginação ambiciosa e invejosa das mentes pérfidas, é uma procissão que ainda vai no adro, mas Carlos Feijó, vai expelindo veneno pelo caminho da sua ambição.
É política em liberdade e democracia, é uma conquista que dignifica a cidadania.
É a democracia a dar mostras de estar viva, é um amplo espaço de liberdade que vai da asneira à realidade, da calúnia à razão.
Que impere o bom senso, o respeito, a frontalidade, a transparência, que se assumam responsabilidades, que sejamos defensores e portadores de valores e princípios que se enraízem na Nova República.
A Terceira Cabeça da Serpente

