Não há acasos nem coincidências, Sua Santidade Papa Leão XIV, chega a Angola em viagem de duplo sentido, apostólica enquanto Papa, de Estado enquanto Chefe de Estado do Vaticano. Ambas refletem valores e princípios que regem o Estado, mesmo numa República Laica, houve sempre respeito, estabilidade, segurança, que deram liberdade aos Católicos Apostólicos Romanos, e asseguraram, mesmo em momentos de instabilidade e conflito, a integridade do património material da Igreja, até aquele que transitou do período colonial.
Para quem não saiba, seria um bom momento para que bispos, padres, e até o tão solícito Frei Hangalo, informarem o Papa Leão XIV, o que fez a UNITA em locais por onde passou, que “roubou” património das igrejas, como Arte Sacra valiosa, que se vendia em Paris, por um grupo de freiras, na Porte d’Orleans, onde jantei várias vezes com os bispos de Malange e Huambo, já falecidos.
Claro que hoje é uma tarefa hercúlea responsabilizar a UNITA, o Galo Negro está hoje com penas da cor do arco íris, são várias e são cada vez mais evidentes. A insistência em criar paliativos como alianças estratégicas, cartas ao Senhor Presidente da República, a disputa interna está ao rubro. O líder subserviente, bacharel tirano psicopata, mais que intrujão, ACJ “Betinho” de Quinjenge, tem nesta fase o apoio do monarca Mbundo, reizinho Lukamba 1º (o lavrador), que está a sentir a família déspota a desmoronar-se, então emergem paliativos para adiar a distribuição de lugares nas listas da UNITA, a lista encolhe e os candidatos inadiáveis crescem.
Adriano Sapiñala, conjuntamente com Irina Diniz e os pais Samuel Chiwale e Raúl Diniz, estão a posicionar-se como facção que conta com o apoio de Ernesto Mulato. Nelito Ekuikui, está com a JURA e está a criar uma facção com a adesão de algumas bases. Lukamba “Miau” Gato, já juntou a esposa e as filhas junto do líder, porque a família déspota ruiu com a criação do PRA-JA de Abel Chivukuvuku, e entrou em ebulição com as recentes declarações de Sachipengo Numa.
Os próprios ativistas estão desorientados, ontem viajei do Huambo para Benguela, via Longonjo, Ukuma, Ganda, Cubal, e nunca auscultei tantas posições anti-UNITA, há facções que se odeiam umas às outras, e caiu muito mal o exibicionismo do bacharel psicopata ACJ “Betinho”, tentando captar dividendos entre gente aflita com as inundações. Falta de senso, até da desgraça se tenta fazer espetáculo.
Ainda assim há aqueles que teimam, mesmo no naufrágio, achar que desgraça veio na medida certa, com oportunidade, como é o caso do terrorista Graça Campos, que na Essencial, vai explorar a cheias em Benguela para expelir o ódio a João Lourenço e ao MPLA.
O que não cabia em mentes sãs, próprio do desnorte e da total ignorância do que é o Estado e as suas instituições, é os recreantes do Galo Negro no Parlamento, solicitar uma audição ao Diretor do SINSE, quando é um servço do Estado de total dependência do Senhor Presidente da República. Mandaria a decência e o respeito que, quando muito, um grupo de deputados solicitasse, através da Presidência da Assembleia Nacional, uma audiência ao ao Presidente da República para discussão do tema.
Confesso que nunca imaginei que a UNITA, ou o que resta dela, viesse a automutilar-se e se degradasse a caminho de um valor residual, há no partido quem tenha consciência disso mesmo,a falta de uma oposição credível é mau para Angola, é péssimo para a democracia, não se vislumbra no horizonte político uma alternativa crescente, dialogante, participativa, com urbanidade, que seja capaz de corporizar o todo do Estado, oxalá a cidadania seja capaz de dar ao MPLA, uma maioria capaz de rever a Constituição da República, seria uma via para a modernidade, com certeza, seria o pilar para edificar com segurança, esperança, e terminar o que só o MPLA começou e é capaz de concluir, a Nova República.
Habemus Papam

