Aliança Enferrujada

ByKuma

2 de Abril, 2026

Seria indecente se não fosse hilariante, mas não deixa de ser sórdido, opróbio e ignominioso por marcar apenas uma continuidade subalterna camuflada no vazio comum. A dita Aliança Patriótica, já tem um parceiro subalterno, o Mudei de Luaty Beirão, é algo como a pescada que antes de ser já era. A UNITA não quer parceiros, é algo inquestionável, quer vazios subservientes porque não abdica do seu estandarte.
O monarca Mbundo exige, o bobo “Betinho” obedece, e o resto são capatazes em busca de refúgio e oportunidade para esconder a banalidade, por isso proscritos da cidadania consciente. A arena é suficientemente espaçosa, cabe o lixo todo amontoado sem valor reciclável, comungam na divergência objetiva, a matriz única assente no ódio a João Lourenço e Fernando Miala.
Na fila estão Rafael Marques, Hélder Preza, David Boio, Paula Roque, por fora correm Marcolino Moco, Raul Diniz, Tchizé dos Santos e Vítor Hugo Mendes, estes estão com o diabo e a piscar o olho a Deus. A violência verbal é o refúgio das mentes vazias e covardes, e desta teia ecoa e sobressai apenas maledicência, que politicamente espremida dá anarquia sem rumo.
Dados das Nações Unidas constatam que Angola é um dos países de África de maior crescimento proporcional da sua população, é simultaneamente, a Nação que mais vacina os infantis e tem uma admirável cobertura imunitária das jovens adolescentes, contra o câncer do útero. Este esforço louvável, é ainda mais reconhecido pela dimensão e povoamento territorial, que para quem noção de Estado é algo de somenos.
Angola voltou aos mercados económicos e financeiros, atingiu estabilidade cambial, nunca teve como agora um crescimento nos serviços e desenvolvimento e empregabilidade fora do sector petrolífero. Há lacunas acumuladas, tivemos demasiado tempo sem formação, em vez de esforço vendiam-se facilidades às novas gerações, e a centralização atraiu uma pressão demográfica na capital e periferia, criando uma zona de ingovernabilidade e uma desertificação no Interior do País, gerando assimetrias quase irreversíveis.
Infelizmente não dispomos de um Espectro Partidário onde possa alicerçar-se um Pacto de Regime, acredito que caminharemos para esse desiderato, sem ruído mas com substrato, é essa a esperança depositada na democracia e liberdade que prevalecerá na Nova República.