Há e não é de agora um conluio estranho mas efectivo, entre a UNITA no seu todo, e França N’Dalo e Higino Carneiro. Vem de longe, muito longe, quando os “Kwatchas” necessitavam de encontrar à beira das estradas, combustível, pneus e peças sobresselentes. Horácio Roque, marido de Fátima Roque, dono do BANIF – Banco Internacional do Funchal, primeiro via Joanesburgo, depois já em Lisboa, fazia os pagamentos sem deixar rasto, via Offshores.
A cumplicidade sobejamente conhecida do Ministério Público, que falhou literalmente com os “Marimbondos”, não retira a mácula das repetidas ilicitudes, como foi o caso flagrante e escandaloso de “Kopelipa”, paradigma da inoperacionalidade vergonhosa do ex-PGR, Hélder Pita Grós, que retrata um péssimo exemplo de traição aos esforços de captação de investimento em Angola.
Mas traz-me hoje à nossa Tribuna de Angola, o pesadelo de uma interpelação que ensombra a minha visão do futuro: Tem Higino Carneiro, dignidade e elegibilidade política e intelectual, para se habilitar à presidência do MPLA e posterior candidatura à presidência da república? Não é necessária muita coragem para dizer que não!
Por vários motivos: postura e estrutura de Estrado; sinais evidentes e públicos de enriquecimento ilícito; vulnerabilidade boémia; corrupção e presunção de impunidade; a escandalosa proteção da UNITA, conotando o seu Processo judicial com perseguição política; alienação escandalosa e esbanjadora de Fundos Públicos.
Opíparos repastos em Paris no Maxim’s, com chegadas em limousine, Hotel Ritz na Place Vendôme e no Hotel Crillon na Concórdia, onde se hospedava a Lady Diana e os Chefes de Estado quando visitam a França. O seu cicerone Rui Legot, e o guarda costas Margarido, preparavam tudo, cabaré, meretrizes, e dólares com fartura.
Ah fadista!
Há limites para camuflagens de condutas torpes e ignóbeis, a exigência nacional e global não pactuam com birras extemporâneas, o tempo não perdoa, as marcas são cicatrizes identitárias de leviandades em cadeia, por muito que se unam, a teia corrupta que sugou o Erário Público está na memória do Povo, esse julgamento, em democracia e liberdade, é implacável, é na hora do Voto que a razão da força traz à tona a força da razão, e com determinação e sem desvios no rumo traçado, o Senhor Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, em segurança e estabilidade, levar-nos-á à Nova República.
Ilicitudes e Camuflagens

