A UNITA está com medo.
A UNITA está em cacos e há pedaços que se perderam.
A UNITA quer parceiros no espectro político partidário, já lhe deu vários nomes, mas não encontra. Todos sabem que qualquer Pacto ou Aliança sem o MPLA, está condenada ao fracasso.
Ninguém se junta a crónicos perdedores, ninguém se satisfaz com vitórias antecipadas ou morais, derrotas são derrotas, e a descrença tornou-se crónica, na hora da verdade a realidade supera a fantasia, falta substância à volatilidade e vacuidade à idiotice nefelibata ruidosa, sem substrato palpável.
A UNITA é hoje um Feudo tribalista disfarçado com idiotas úteis para comporem o reino Mbundo do monarca reizinho Lukamba Iº (o lavrador), completado pelo regedor Manuvakola, pelo soba Dachala, e com o bobo da corte, bacharel tirano psicopata, mais que intrujão, ACJ “Betinho” de Quinjenge. As damas do reino, patetas por excelência, a rainha Dadinha, a hereditária Navita/Ekuva, e a intrusa Mihaela.
Como em todas as monarquias, há os bajuladores, como Graça Campos, Marcolino Moco, Hugo Mendes, José Gama, Rafael Marques, as milícias como Nelson Gangsta, Hélder Preza, Mulaza, Rosinha, Teixeirinha. Temos ainda as relações ocasionais e diplomáticas, João Soares, Paula Roque, Isabel dos Santos, Tchizé dos Santos, Zé Maria, Embalô, e até temos a benção de Frei Hangalo.
O monarca Lukamba Iº (o lavrador), está reescrevendo pela 13ª vez a suas memórias, omite todas as derrotas e fracassos, todas as condenações e assassinatos, canta vitórias de distorcendo a realidade, e pasme-se, transforma a intervenção homicida sul-africana, de ajuda à UNITA, derrotada no Cuito Cuanavale, fundamental para a queda do Apartheid e da independência da Namíbia.
É destas ilusões e mentiras que sobrevive a o Galo Negro, revelando mentiras e omissões nas suas memórias, e como hino da patetice, diz que esta narrativa é um contributo para as gerações vindouras. Imagine o que seria ensinado nas escolas de Angola se a UNITA fosse Poder, o fundador da Nação seria um facínora e o MPLA seria um ninho de terroristas.
É esta gentalha que encena soluções com sangue nas mãos de gente que quis a seu tempo Democracia, é escola de Hitler e Estaline, é doutrina de Pol Pot, seria transformar Angola num mosaico de fundamentalismos dispares, isolados do mundo, teríamos um retrocesso civilizacional, um desenvolvimento primário retrógrado, um emergir de dialetos que ancestralmente se digladiaram ferozmente, seria um retorno a múltiplas Jambas descontextualizadas do mundo moderno.
Parece radicalismo da minha parte, bata ler o monarca Lukamba Iº (o lavrador), para mim nada de novo, conheço-o como poucos, o seu narcisismo, a sua arrogância, a sua eterna clandestinidade, e o seu disfarce de fato e gravata da Ives Saint Laurent, perfume da Chanel, e sapatos por medida italianos, e uma coleção da viaturas de alta gama e mansões de luxo em Luanda, Joanesburgo e férias privadas nas Ilhas Maurícias.
Quando chegar a hora da tentativa de mobilização e insurreição nas ruas, a corte não estará em Luanda, isso é para as mulheres, mães e filhos dos outros, estarão no ar condicionado até que tudo possa consumar-se. Foi assim em Paris nas manifestações no Trocadero, foi assim na Jamba sempre na retaguarda, foi assim que sobreviveram à herança, essa mesma que ninguém até hoje prestou contas.
Pode haver alianças com esta tribo malfeitora alimentada de maledicência?
Podem esta gentalha ter lugar, enquanto organização política numa Nova República?

