Em Novembro, de 24 a 27, a capital angolana vai acolher o primeiro Festival Internacional de Cinema Pan-Africano de Luanda “PAFF 2022”, na Fundação Arte e Cultura em Luanda.

Este evento foi revelado em conferência de imprensa, realizada no anfiteatro Wyza do centro cultural da Fundação Arte e Cultura, pelo produtor e realizador de cinema Ne Kunda Nlaba. Ao mesmo tempo, começou também o processo de inscrição para os filmes a concorrer nas categorias em competição.

Este projecto é da autoria do Instituto Pan-Africano de Luanda-Kongo Bizizi Academy, que de acordo com Ne Kunda Nlaba tudo começou em 2019, mas foi adiado por causa da pandemia da Covid-19.

“Mais do que uma amostra de filmes, o PAFF 2022 pretende ser uma plataforma da produção cinematográfica no continente, com interacção entre produtores, realizadores, actores, distribuidores e outros agentes da indústria cinematográfica, com palestras e oficinas, assim como a participação de convidados nacionais e estrangeiros”, destacou o produtor.

Nesta primeira edição, será homenageado Óscar Micheaux, o primeiro cineasta negro da história, com a exibição de alguns filmes de sua autoria. Com a pretensão de ter uma periodicidade anual, de acordo com o produtor, no futuro nomes como Ousmane Semeble, Spike Lee e outras referências do cinema africano estão na agenda da produção.

Ne Kunda Nlaba adiantou também que serão seleccionados cerca de 50 filmes com temática e produção africana e esperam-se filmes de curta (menos de 49 minutos) e longa-metragem (mais de 50 minutos), com histórias de ficção e documentário. Das categorias em disputa, disse, destacam-se filmes de animação e produção em línguas africanas.

O produtor destacou dois prémios, o Kwanza Award e Kimpa Vita Award, o principal, ou seja, aquele que reunir a maior pontuação em todas as categorias e o segundo para os filmes inspirados em histórias de revolucionários africanos de forma a honrar o espírito heroico de líderes africanos.

O PAFF 2022 nasce no seguimento de iniciativas como o Festival de Burkina-Faso e outros países africanos, assim como os que ocorrerem em Los Angeles, Toronto e outros pontos da diáspora africana. Para a realização, o Kongo Bizizi Academy conta com a parceria da Fundação Arte e Cultura.