Perdeu-se definitivamente a vergonha em Viana, na ausência de ética, moral, hipotecada que está a dignidade pessoal, está a imperar o oportunismo assente na vil traição, percorrendo os caminhos ínvios da promiscuidade política em claro desafio, constante e obsessivo, ao Estado de Direito democrático.

Que nojo, que farsa, a carta de afastamento de Francisco Viana é um hino de propaganda reacionária e reles, repleta de banalidades e lugares comuns próprias de um ressabiado rejeitado, em busca de espaço no opositor que acolhe linearmente toda a excrescência que se cola à pele odiosa infectada.

Depois de uma resenha de auto elogios contraditórios, cheios de heroísmo que começou conscientemente aos 8 anos de idade (valha-nos Deus), denigre gratuitamente o MPLA e arrasa o Presidente da República João Lourenço, numa mistura absurda reveladora da sua inqualificada capacidade intelectual e política, que além da traição boçal e gratuita, demonstra a razão pela qual foi menosprezado no MPLA.

No rol dos absurdos faltou referenciar o novo Olimpo el dorado do SOVISMO, e ressaltou a omissão do novo deus da ilusão, ACJ “Bétinho”, mas falou de alternância como extrato da Democracia, ignorando que ela advém do Voto dos cidadãos.

Esta carta de renúncia de militância partidária é um hino à propaganda política de um bajulador desesperado que regressou activamento ao seu país, escapando das mentiras e trapaças cometidas na diáspora penalizando compatriotas desatentos, é um personagem que encaixa na perfeição no rol de clandestinos, reacionários, subversivos, que se acotovelam no nicho que alberga ACJ “Bétinho”, Abel “Totozinho” Chivukuvuku e seus acólitos.

A publicação desta carta/manifesto não surgiu por acaso, é o complemento da farsa da convenção patrocinada pela UNITA, Pensar a Nação, é o cumprimento da calendarização da agressão ao Estado num todo, interna e externamente, completada pela Angolanística em Lisboa sob a égide de Paula Roque, filha de Fátima Roque, mentoras de uma agressão permanente contra Angola e todas as suas instituições, mesmo as que em 1992 perdoaram e salvaram a vida da economista do Galo Negro.

Nunca um Partido político que se assume como ganhador, em nenhuma parte do mundo, usou e abusa de tantos energúmenos boçais, discursos inflamados e verborreia agressiva e provocadora, numa campanha contra as Eleições, pelo contrário, antes da realização das mesmas tenta um assalto ao Poder pela via anárquica e mobilização de rua, apregoando o medo, lançando o pânico, fazendo crer que poderemos ter uma conflitualidade muito em breve, disso mesmo nos dão conta amigos e familiares, que face ao assédio temem o pior.

ACJ “Bétinho” está internamente fragilizado, é crescente o descontentamento, avolumam-se ódios, agigantam-se ameaças, mesmo os silêncios são ensurdecedores, não há no Partido estrutura que lhe garanta proteção, há instintos fatais no ADN dos kwatchas, e os mesmos que traíram Jonas Savimbi, estão vivos e ativos, um gesto pode ser o fim da dinastia da mestiçagem.

A publicação da Lista de candidatos dará início à contagem decrescente da desgraça, ileso e livre, estará sempre numa esplanada em Lisboa ou num casino em Las Vegas, Abel “Totozinho” Chivukuvuku, e camuflados na sua ruralidade belicista e inquisidora, os perpétuos derrotados Lukamba “Miau” Gato e Kamalata “Idiota” Numa, eternos sobreviventes.