Como cidadão angolano na diáspora, agarrado sempre ao meu chão, Umbundo do Ukuma, sinto-me lisonjeado com os ventos convergentes que sopram de todos os quadrantes do planeta, em favor de Angola e da sua credibilidade e confiança, com consequências a breve prazo para melhorias significativas para os angolanos.

João Lourenço mostrou estoicismo adulto e de estadista, com a crise internacional instalada que fez tremer o mundo, acrescida do oportunismo irritante de Adalberto Costa Júnior e a UNITA a tentar boicotar perenemente a ação governativa, eis que contrariando o ciclone tempestuoso que assinalavam o abismo, na rua e entre família de conveniência na capoeira, as boas novas surgem como tranquilizante e faz emergir a crença que com esforço e sem espetáculo poderemos ter a bonança.

As agências de “rating” internacionais mais credíveis valorizam Angola, a Sonangol vira a página negra de gestão danosa no passado, a produtividade interna cresce a olhos vistos, a regulação começa a ganhar corpo como agora na Educação, a habitação entra em novo paradigma com a auto construção dirigida no lugar das megalómanas centralidades, e a Justiça faz o seu caminho como Poder independente como comprova o retorno a Luanda de José Eduardo dos Santos.

Claro que o afoito ACJ está sem norte e sem oriente, desnorteado e desorientado enviou Chivukuvuku a Lisboa e agora vai Vieira Dias a Benguela, e na rua perdeu definitivamente o controlo para os anarquistas que ele mesmo promoveu. Colocou agora Mihaela Weba na linha da frente, o general Gato continua na clandestinidade, e o grande feito de João Lourenço é a desconfiança com que África e o Mundo olham a UNITA racista e separatista cuja ascensão seria uma tragédia para região Austral.

De realçar a maturidade dos cidadãos angolanos, fora os alienados e dependentes da luxuria, souberam resistir à tentação da mentira e do facilitismo, em sufoco e calmaria suportaram as adversidades e com sabedoria não embalaram no entusiasmo balofo, e vão colocando a UNITA como órfão da vontade popular.

A meta ainda está lá para frente, a corrida não acabou, os impostores dão sinais de desgaste, o sonho da ilusão virou pesadelo da realidade, a intriga de tão gorda já não anda, de tão gasta já não corta, e entre a sombra serena da madrugada emergirá o monstro no pântano que as tempestades causaram.

E assim, uma vez mais, o Galo Negro cumpre o seu destino, cacareja, cacareja, cacareja, mas não sai da capoeira.