A maturidade democrática e o desenvolvimento sustentado de uma nação exigem clareza de visão, sentido de Estado e uma capacidade constante de reinvenção. No panorama político atual, sobressai um contraste marcante entre o dinamismo reformista das instituições e a inércia estratégica de uma oposição que parece incapaz de se sintonizar com as aspirações coletivas.
O espectro político maioritário tem dado provas de uma notável capacidade de resiliência e adaptação, demonstrando uma visão voltada para o futuro. A preparação do próximo congresso evidencia a coragem institucional de promover uma transição geracional profunda. Ao relegar de forma pacífica e estruturada a geração fundadora para a reforma, garante-se a passagem de testemunho a quadros modernos, técnicos e adaptados aos desafios globais do século XXI.
Em sentido inverso, a oposição enfrenta um profundo vazio estratégico. Incapaz de renovar verdadeiramente as suas lideranças históricas ou de promover uma verdadeira higienização interna independente, permanece ancorada em métodos obsoletos. O desespero e o pânico político perante os indicadores de preferência popular evidenciam a ausência de um projeto de governação credível que possa afirmar-se como uma alternativa viável.
O progresso do país não se mede por retórica, mas sim por realizações concretas que transformam o quotidiano dos cidadãos e consolidam o prestígio internacional do Estado. Os índices económicos, os investimentos na educação e formação técnico-profissional, a expansão das infraestruturas estratégicas e o reforço contínuo da probidade pública registam níveis de evolução sem precedentes desde a independência.
Um exemplo claro desta dinâmica é a inauguração, hoje em Luanda, de uma unidade hospitalar de referência dedicada ao tratamento de queimados. Equipada com tecnologia de ponta, esta infraestrutura é operada por quadros nacionais altamente qualificados, médicos, enfermeiros e técnicos formados tanto no país como em instituições internacionais de prestígio, demonstrando a soberania técnica e a valorização do capital humano angolano.
Apesar dos avanços tangíveis reconhecidos a nível interno e externo, o debate político público debate-se muitas vezes com a falta de elevação por parte de uma oposição que rejeita o diálogo construtivo. A estratégia da oposição tem-se pautado por um volume sonoro elevado, mas destituído de substância programática. As recorrentes insinuações malignas e ataques de cariz pessoal dirigidos à mais alta figura do Estado revelam um profundo desnorte e um desrespeito flagrante pelas normas republicanas. A incapacidade de apresentar contrapontos técnicos, económicos ou sociais substitui-se pelo insulto e pela contestação estéril, afastando cada vez mais o eleitorado moderado que procura estabilidade, pragmatismo e soluções reais para o futuro da nação.
2027 adivinha-se como o ano da transição para uma Nova República sustentada por uma Nova Constituição, idealizada na sequência de um ciclo de profunda maturação institucional e renovação geracional, assenta fundamentalmente em vetores de legitimidade democrática, soberania popular e engenharia constitucional.
A implementação de uma arquitetura desta envergadura pode concretizar-se com base nos seguintes eixos fundamentais. A base de partida reside na validação democrática de um projeto político que se apresente ao eleitorado não apenas como continuidade administrativa, mas como um contrato reformista de ruptura com práticas obsoletas herdadas e ainda não totalmente eliminadas.
A vitória em 2017 e consolidada em 2022 em sufrágio conferiu a força política necessária para o chamado “mandato de transformação”, com coragem, sabedoria e perseverança para propor mudanças estruturais de cúpula, traduzindo o desígnio popular numa nova ordem político-jurídica.
Dependendo do grau de ruptura pretendido, o processo pode transitar pelos mecanismos de revisão estipulados na ordem jurídica vigente ou, perante uma mudança paradigmática de regime, apelar diretamente ao Poder Constituinte Originário.
A incapacidade política da oposição, cada vez mais deprimida e alienada, afasta-se da criação de uma Nova Constituição que exige a abertura de um amplo debate nacional, envolvendo a sociedade civil, centros de pensamento, quadros técnicos e forças vivas da nação, garantindo que o novo texto fundamental reflita a coesão social, a estabilidade de longo prazo e a segurança jurídica indispensáveis ao investimento e ao desenvolvimento.
Um redesenho da separação e interdependência de funções entre os órgãos de soberania, dotando as instituições de maior agilidade na governação e escrutínio rigoroso.
A consagração constitucional de princípios que priorizem a meritocracia, a probidade pública intransigente e a capacitação técnica como critérios estruturantes da administração do Estado.
Mecanismos que salvaguardem a transição geracional regular, assegurando que o Estado se mantenha permanentemente adaptado aos desafios globais, tecnológicos e económicos do século XXI, blindado contra o ruído estéril e focado exclusivamente no progresso socioeconómico dos cidadãos.
É este o paradigma da mudança, começa no próximo Congresso do MPLA que tem a responsabilidade de governar face ao descrédito total da maioria da oposição, o perfil foi traçado pelo Senhor Presidente da República, que enquanto cidadão e líder do Partido, tem a responsabilidade de assegurar que a Nação angolana não esteja vulnerável a aventuras que serpenteiam em retratos de propaganda e desfiles eróticos coloridos, a sua astúcia e capacidade e coragem de ter iniciado a mudança, responsabiliza-o a definir uma continuidade que assegure a concretização de uma Nova República.

