Espantosamente Essencial

ByKuma

3 de Agosto, 2026

A dinâmica política em períodos pré-eleitorais é frequentemente marcada por profundas reconfigurações discursivas, onde diversos atores do espectro mediático e partidário ajustam as suas posições em função do alinhamento de forças, interesses e oportunismos.

Perante a percepção de uma esmagadora vitória de João Manuel Gonçalves Lourenço, na sua reeleição para a liderança do MPLA, e da conquista de uma ampla Maioria do MPLA nas eleições de 2027, o antro da maledicência parece estar a vacilar e engasgar-se nas críticas sistemáticas com que sempre alimentaram as narrativas abjetas, ouvimos atores como Graça Campos, Hélder Preza, Teixeira Cândido, David Dório, José Gama, Sérgio Raimundo, Frei Hangalo e Evaristo Mulaza, e mostram um desespero prudente mas caudaloso, já resignados à inoperância na oposição face à dinâmica do MPLA.

Não é uma postura nova nem a narrativa é original, em momentos de proximidade eleitoral, é comum assistir a viragens discursivas por parte de comentadores e órgãos de comunicação que anteriormente mantinham uma oposição sistemática. Esta mudança pode ser interpretada não como uma evolução ideológica genuína, mas como uma manobra pragmática para renegociar relevância ou proximidade junto dos centros de decisão política.

A denúncia das fragilidades ou da inércia dos partidos da oposição, muitas vezes descritos como acomodados aos benefícios institucionais sem o fardo da governação, serve frequentemente para que figuras mediáticas procurem legitimar uma suposta independência, tentando apagar o histórico de alinhamentos anteriores.

Foi hilariante a descarga furiosa de Graça Campos, nas conversas essenciais, quando questionou a UNITA de estar a procurar apoios em sucessivas viagens ao estrangeiro, em detrimento de contactos com as populações em pontos mais remotos do território nacional, isto quando o MPLA já está em campanha de mobilização nacional. Mais disse, que a UNITA não quer governar, não se sente capaz, está plenamente satisfeita com a sua presença no Parlamento, o partido do Galo Negro não está preparado para mais.

O eixo central da narrativa assenta na premissa de que setores oportunistas do espaço público oscilam conforme a conveniência do momento, procurando posicionar-se estrategicamente para garantir espaços de influência ou salvaguarda institucional, independentemente da coerência com percursos passados. O mais perigoso é o desespero de quem começa a sentir o peso de uma derrota anunciada, é notório que a corrupta auto-exilada Isabel dos Santos, o terrorista Nelson Gangsta, o mercenário Víctor Hugo Mendes, e o líder subserviente deprimido da UNITA, bacharel tirano psicopata intrujão, ACJ “Betinho”, e sobretudo o monarca déspota Lukamba “Miau” Gato, estão todos com discursos explosivos insinuando e apelando a uma postura subversiva radical.

Conforme estão desfasados da realidade político/económico/social do País, estão também apanhados pela cegueira que não permite constatar o desenvolvimento sustentado, igualmente a consolidação de democracia e de todos os seus instrumentos de ação, que com normalidade saberá defender-se de qualquer aventura que possa ameaçar a Ordem Pública. Este é o caminho que em liberdade, liberdade até de quem agride a liberdade, é este desiderato que faz a cidadania acreditar na Nova República.