A insistência da UNITA na imediata implantação das autarquias em Angola, desacompanhada de uma visão pragmática ou de um programa estruturado, revela uma profunda contradição política. Enquanto o Executivo concentra esforços no desenvolvimento estrutural do país, apostando de forma integrada no turismo, na agropecuária e na capacitação técnica, a liderança do partido envereda por um discurso populista e de fuga para a frente, criticando justamente os pilares que sustentam a viabilidade futura do próprio poder local.
A Falácia da Autarquias Sem Base Económica
Exigir a descentralização administrativa sem assegurar as condições económicas e financeiras para a sua sustentabilidade é um exercício de demagogia pura. As autarquias não sobrevivem apenas de decretos ou de retórica política, exigem autonomia financeira, capacidade de arrecadação de receitas, infraestruturas básicas e, acima de tudo, um tecido económico local dinâmico que justifique e sustente a governação de proximidade.
Criticar os investimentos na agricultura, na indústria e no turismo, setores que dinamizam o emprego e geram riqueza a nível regional, equivale a querer construir o telhado de uma casa antes de assentar as fundações. Sem uma economia local pujante, as autarquias transformar-se-ão em estruturas falidas, dependentes de constantes subsídios centrais e incapazes de responder às necessidades elementares das populações.
A Contradição nos Próprios Argumentos da Oposição
O discurso da própria oposição denuncia a fragilidade da sua tese. Ao reconhecer que o turismo e os setores produtivos exigem uma vasta cadeia de valor, desde técnicos de hotelaria a agricultores, engenheiros, gestores e empresários, a liderança do partido contradiz-se frontalmente ao desvalorizar a prioridade governamental dada à formação profissional e ao fomento económico.
Lukamba “Miau” Gato: “CONSTRUIR O PAÍS ANTES DO TURISMO; Um grande destino turístico precisa de guias, cozinheiros, técnicos de hotelaria, agricultores, transportadores, artesãos, gestores, enfermeiros, engenheiros e empresários. Por detrás de cada turista existe uma extensa cadeia económica” 16/09/2026.
Se a prioridade estratégica do Estado é capacitar os cidadãos e diversificar a economia através da agropecuária e do turismo, está precisamente a criar-se a massa crítica indispensável para o sucesso de qualquer reforma territorial. A contradição é evidente: como pode a UNITA reclamar a urgência de autarquias plenamente funcionais ao mesmo tempo que ataca os programas governamentais de formação técnica e desenvolvimento multissetorial? Que quadros geririam as autarquias e as suas complexas valências financeiras, técnicas e administrativas se o país adiasse a capacitação dos seus recursos humanos?
O Verdadeiro Desafio dos Recursos Humanos
Gerir o Poder Autárquico exige uma máquina administrativa altamente qualificada. São necessários especialistas em finanças locais, planeamento urbano, gestão ambiental, infraestruturas, saúde pública e educação.
Atacar as iniciativas de formação profissional e o investimento multissetorial promovido pelo Executivo é comprometer diretamente a formação desses mesmos quadros. A verdadeira incongruência da UNITA reside na incapacidade de articular a exigência política com o realismo técnico e socioeconómico de Angola. O desenvolvimento das autarquias faz-se com bases sólidas, economia forte e quadros formados, e não com proclamações vazias e contradições inconsequentes.
O Galo Negro está isolado numa capoeira contaminada pelo vazio tóxico que atrai uma mentira que persiste e lhe retira identidade política, há uma ausência progarmática, a sobrevivência assenta em generalidades empregnadas de maledicência, e no poleiro está o presunçoso monarca Mbundo Lukamba “Miau” Gato, e o seu capataz deprimido e subserviente, bacharel tirano psicopata intrujão, ACJ “Betinho”.
Aproximamo-nos a 2027, mas decorreu tempo suficiente para constatar que vamos ter a crónica ladainha de 2022, vitórias antecipadas, preeminência maquilhada, e o País reduzido à dimensão da capacidade da cúpula dirigente da UNITA, ou seja, uma visão que vai de Luanda, passa pelo Cazenga, e só tem fôlego até Icolo e Bengo, e algumas viagens de turismo a Benguela.
Cabe mais uma vez ao MPLA a responsabilidade de não deixar o País retroceder, a sabedoria silenciosa da cidadania vai responder à chamada,João Manuel Gonçalves Lourenço, irá assegurar o rumo com determinação, a consolidação da democracia, garantir a liberdade e o desenvolvimento, e com a sua orientação manter viva a esperança numa Nova República.

