Há uma conquista inegável conseguida por João Manuel Gonçalves Lourenço enquanto Chefe de Estado, e não é despicienda por tratar-se fundamental: Estabilidade.
Enquanto a oposição e maldizentes se divertem com elefantes em loja de porcelanas tentando deixar tudo em cacos, o mundo deposita confiança em Angola, e esta semana a 16 e 17 de Julho a III edição da Iniciativa da Aliança das Civilizações das Nações Unidas (UNAOC), subordinada ao tema “Apelo à Paz, ao Fim das Guerras e ao Respeito pelo Direito Internacional”.
Enquanto isso, o líder deprimido e subserviente da UNITA, bacharel tirano psicopata intrujão, Adalberto Costa Júnior “Betinho”, anda de missa em missa no beija mão a sacerdotes à caça de votos, um cidadão ex-seminarista que abandonou a mulher e duas filhas afrontando as mais elementares regras impostas pelo juramento católico apostólico romano. O malogrado ex-primeiro-ministro de Portugal, líder do PPD, Francisco Sá Carneiro, fora ostracizado pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, por ter deixado a esposa e ter passado a viver com Snu Abecassis.
Também o monarca Mbundo, reizinho Lukamba “Miau” Gato, tão zeloso a escrever a sua história no Galo Negro, desenvolve um rol de mentiras reveladoras de um ego ilimitado. “Miau” conheceu Jonas Savimbi no Cuito, no Bié, porque era o guarda do armazém de combustível para o avião que era usado pelo presidente da UNITA. Subiu na escala porque casou com uma sobrinha de Savimbi, e quando colocado em Paris, França, chegou perdido à cidade luz, levava piolhos no cabeça, tinha vergonha de entrar nos restaurantes, e foi o homem de confiança absoluta de Jonas Savimbi, Armando Pilartes da Silva, que lhe deu um banho de civilização, ensinou-o a vestir-se, a comer com garfo e faca, e claro depois andou em aulas de etiqueta à conta de Félix Houphouët-Boigny, presidente da Costa do Marfim, que a troco de diamantes sempre foi generoso com a UNITA, fornecendo até passaportes de serviço. A história que conta passada no Senegal é uma pura mentira, Leopold Sedar Senghor deixou a presidência em 1980, e Lukamba “Miau” Gato foi para França a meio da década de 80 do século passado. Aliás, Leopold Sedar Senghor regressou a França depois da presidência, tinha uma quinta em Portugal, e dedicava-se exclusivamente à escrita, foi ele quem entre as duas Guerras Mundiais, juntamente ao poeta antilhano Aimé Césaire, os ideólogos do conceito de negritude. Morreu no seu castelo Normandia, em França.
Ainda foi eleito membro da Academia Francesa de Letras em 1983, superando a duquesa de La Rochefoucauld, François Minne e Charles Trenet. Sua obra foi traduzida para diversos idiomas, incluindo japonês, alemão, sueco, russo, italiano, português.
Léopold Sédar Senghor está sepultado no Cemitério de Bel-Air, localizado em Dakar, capital do Senegal.
Angola vive atualmente, ainda que a contragosto de muita gente, uma democracia internacionalmente reconhecida, há liberdade até para se cometerem excessos, temos um espectro político partidário tóxico, só poderá ser ultrapassado com lideranças fortes, pragmáticas, os desfiles folclóricos e coloridos da UNITA, o oportunismo aflitivo de Higino Carneiro a tentar branquear a seita de corruptos e foragidos auto-exilados, têm de ser desvalorizados, deve imperar o Estado de Direito para que não haja fragilidades na Ordem Pública, a democracia tem de ser resistente, não pode vacilar, o mundo não vive tempos para aventuras.
É neste contexto que a meu ver, ainda é tempo de o futuro presidente da república deva ser um militar, é a forma mais segura de prosseguir a política encetada de desenvolvimento por João Manuel Gonçalves Lourenço, até que se proceda a uma Revisão Constitucional que altere o figurino da estrutura do Estado, para já é nas Forças Armadas que está o garante da estabilidade necessária até que possamos entrar em pleno na Nova República.
Normalidade Democrática

