Instalou-se num círculo restrito mas ruidoso da oposição ao MPLA na perspectiva do seu Congresso Eletivo ainda em 2026, e em Angola com a realização de Eleições em 2027, que revela dois pontos fulcrais de uma idiossincrasia de lideranças balofas e bolorentas o País na consolidação da democracia e colocariam em causa a liberdade adquirida.
Num palco conjunto, numa peça dramática coreografada desde Lisboa, Dubai, Nova York, Tel-Aviv, Qatar, Higino Carneiro e o líder deprimido subserviente, bacharel tirano psicopata intrujão, Adalberto Costa Júnior “Betinho”, e por geminação Venâncio Mondlane, o falhado de Moçambique, alinham todos pelo mesmo diapasão, lideranças frágeis e inconsequentes por não serem verdadeiras.
Pragmatismo excessivo, défice programático, retórica de desgaste e incongruência Histórica, estão por detrás, a meu ver, ou deveriam estar, fora do debate do campo da mera ofensa para o campo focar-se na análise político-estratégica.
Ambos comungam de semelhanças duvidosas, Higino Carneiro é empurrado para um espaço em nome da defesa de corruptos a contas com a justiça e com a história, e a subjugação de ACJ “Betinho” a figuras que historicamente sanguinárias e ambiciosas que se distanciaram e traíram Jonas Savimbi, e que a troco de benesses, pactuaram com o regime de José Eduardo dos Santos, silenciando-os enclausurados em boas mansões e carros de luxo, e fundos perdidos para se aburguesar em viagens de compras em Lisboa, Paris ou Londres. Hoje passeiam-se aflitos entre nichos de gente pobre ostentando superioridade material, ao defendê-los, humilhando-os como gente menor. Vergonhoso.
Têm uma similitude, procuram base de apoio no desafio perene ao MPLA, à sua atual liderança, o rumo sem nenhuma alternativa, em claro desrespeito pela mudança implementada por João Manuel Gonçalves Lourenço, é a sua estratégia conseguida que gerou estabilidade, projeção e confiança, credibilidade e desenvolvimento, nos últimos 9 anos e nunca antes atingida. Ao ceder espaço e influência a antigos generais e figuras da velha guarda cuja lealdade histórica ficou-se pelo enriquecimento ilícito, rápido e fácil, Higino Carneiro e ACJ “Betinho”, são reféns de interesses escondidos e foragidos, alienando o interesse nacional.
As narrativas coincidem, são estáticas na base mas repelem-se na apresentação, as críticas infundadas de corrupção, crise económica, desemprego jovem, contrastam com a perceção pública real de que as soluções apresentadas são vagas e são apenas retórica.
A ideia de “protesto perpétuo” para capitalizar nichos de frustração desgasta naturalmente a cidadania, não adiantam slogans inflamados, apresentando em fotos em monumentos públicos governos sombra “Shadow Cabinet”, o mundo e a cidadania nacional sabem e sentem o que são políticas macroeconómicas detalhadas e exequíveis, ação transformadora em contraste com demagogia eleitoralista que só sabe destruir.
Ao focar as suas estratégias na agitação social e em alianças de conveniência, Higino Carneiro e ACJ “Betinho”, projetam a imagem de uma oposição que procura o poder pelo poder, e não por um projeto para a Nação. Sem propostas concretas para a diversificação económica, reforma da justiça e uma ideia concreta de desenvolvimento sustentável, estas lideranças sabem que não conseguem convencer com a verdade, os cidadãos moderados e realistas (esmagadora maioria) e a comunidade internacional, serão, com certeza, o garante de uma continuidade patriótica com base na democracia, liberdade e desenvolvimento, que assegurará com esperança a concretização da Nova República.
Tentativa de Instabilidade Aventureira

