A construção de um Estado democrático forte e soberano exige, acima de tudo, discernimento, verdade institucional e responsabilidade colectiva.
Em Angola, o percurso pós-independência tem sido marcado por desafios profundos, desde a superação de conflitos devastadores até à consolidação das instituições públicas e ao combate estrutural à corrupção. Contudo, tem-se assistido a uma tentativa recorrente de instrumentalizar o debate público por parte de sectores que confundem oposição democrática com anarquia, desestabilização e salvaguarda de interesses particulares.
Há muitos interessados na instabilidade para criação de terreno fértil para os seus intentos, serviçais como Rosado de Carvalho, baluarte vivo do neocolonialismo, Paula Roque, a espada do oportunismo mercenário outrora florescente de seu pai que geriu como banqueiro, o comércio clandestino da UNITA, e Nelson Gangsta que sobre cenários fantasmagóricos incita ao terrorismo político e subevrsão urbana, a partir dos cómodos sofás distantes das multidões que pensa mobilizar, são símbolos vivos da tentaiva de deteriorização da democracia que se consolida em liberdade.
O debate político nacional não pode ser sequestrado por agendas opacas que privilegiam o ruído em detrimento do progresso do país. Rádios, jornais, desfiles, identificam-se, de forma clara, com três vectores que alimentam a narrativa da confrontação estéril:
Setores que beneficiaram de ciclos de acumulação ilícita de capital e de práticas de corrupção, hoje combatidas de forma firme pelo Estado, recorrem a financiamentos cruzados para denegrir as instituições republicanas e a liderança do Senhor Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço. O objetivo subjacente não é a defesa da democracia, mas sim a busca de impunidade e a recuperação de espaços de influência perdidos.
Persistem discursos inflamados e exibições de antagonismo extremado que encontram eco em figuras ligadas a redes de influência externas e a dinâmicas do passado colonial e partidário. Estas vozes, longe de proporem soluções construtivas para os problemas do país, alimentam a maledicência e a desconfiança generalizada.
A utilização das redes sociais por intervenientes que promovem o ódio, a violência simbólica e a desestabilização à distância evidencia uma clara desvirtuação do exercício da liberdade de expressão. A liberdade democrática consagra o direito à crítica fundamentada, mas nunca a apologia da anarquia ou da instabilidade institucional.
Reconhecer os avanços significativos de Angola na cena internacional e na consolidação do Estado de Direito não significa ignorar as dificuldades que persistem no território nacional. Os constrangimentos associados à governação descentralizada, nomeadamente nas províncias, municípios e comunas, decorrem, em grande medida, de carências estruturais e da escassez de quadros técnicos qualificados para cobrir a vasta dimensão geográfica do país.
A própria oposição institucional, ao não conseguir marcar presença efectiva em todas as comunas e municípios, revela a distância entre o discurso retórico centralizado e a realidade do terreno, onde a acção governativa e o esforço de desenvolvimento continuam a ser os únicos motores de transformação social.
Angola precisa de estabilidade, de coesão nacional e de um debate político pautado pelo rigor ético e institucional. O combate à corrupção, a defesa da soberania e o fortalecimento das instituições democráticas são caminhos irreversíveis. A resposta ao oportunismo político e à anarquia faz-se com trabalho, transparência e com a recusa firme de agendas que apenas servem para dividir e atrasar o país, o rumo está traçado, interiorizado pela cidadania que irá reiterar a sua confiança no MPLA em 2027, crente de que é o caminho da concretização da mudança para o futuro com a Nova República.

