Um conjunto de gente do passado, alguns dos quais responsáveis por avultados desvios de dinheiros públicos, resolveu renascer como grupo de reflexão e vai fazer uma coisa em Outubro no Epic Sana…dinheiro não lhes falta…
A coisa não passa duma tentativa pífia de renascimento dos piores vícios santistas.
Basta ver que é dirigida por uma das ex-mulheres de Santos, Maria Luísa Abrantes, que, entre outros, se intitula como Doutora em Finanças, mas não se sabe onde, nem se conhece qualquer tese de doutoramento, e muito menos algum artigo científico publicado…tudo pode existir, mas a biografica não esclarece, e também se diz membro da Ordem dos Advogados de Portugal, mas não consta na lista oficial de Advogados dessa Ordem e da Ordem de Advogados dos Estados Unidos, entidade que não existe. A American Bar Association é uma mera associação privada de defesa dos direitos humanos, não se confunde com uma Ordem profissional.
Além dela, está o homem para todas as estações Rosado de Carvalho. Não é parvo, mas é demasiado inteligente pela metade, portanto, entre acertos, espraia-se em disparates e aconselha tudo e todos com boas avenças.
O ex ministro das Finanças Morais também lá está…o seu nome surge recorrentemente ligado ao modelo económico oligárquico do período santista, caracterizado por contratos públicos inflacionados, fluxos financeiros ilícitos e uma captura sistémica do Estado por interesses privados, fazendo dele uma das figuras mais controversas da arquitetura financeira do regime de José Eduardo dos Santos.
E muitos outros do mesmo calibre lá estão na vã tentativa de recuperar o peso do passado.
Contudo, o mais bizarro é a entrada do pateta. Luís Domingues, o Bastonário actual da Ordem dos Advogados surge como uma espécie de número 2 ou 3 da coisa. Afinal o grande reformista e defensor do estado de direito não passa dum vulgar alpinista que se alia a todos para ficar em cima da onda.
O problema é institucional: ao arrastar a Ordem do Advogados para conspiratas de ética duvidosa e com tendências saudosistas mistura o que não deveria ser misturado. Dever-se-ia ter demitido primeiro, antes de aceitar tal incumbência. É livre de se aliar a quem quiser, mas fora da Ordem dos Advogados.
Por tudo isto, acaba por ser altamente estranha, quando não violadora dos Estatutos da Ordem, esta aliança entre os passadistas e o pateta.

