O princípio basilar de qualquer Estado de direito democrático reside na resolução de divergências políticas e partidárias estritamente através dos canais institucionais previstos na Constituição (como a Assembleia Nacional, os tribunais e os processos eleitorais regulares).
A estabilidade nacional e a paz social são consideradas bens públicos fundamentais, exigindo de todas as forças políticas, quer na oposição quer no poder, a rejeição inequívoca de qualquer retórica ou ação que coloque em causa a ordem pública ou a integridade das instituições democráticas.
Numa democracia representativa, a oposição desempenha um papel fulcral na fiscalização da governação, na apresentação de alternativas políticas e no debate de ideias, atuando como veículo legítimo para a expressão do descontentamento social.
A eficácia e a credibilidade do escrutínio político assentam na contraposição de propostas programáticas, económicas e sociais, afastando o confronto de cariz radical em prol do fortalecimento das instituições do Estado.
Na manhã deste sábado a UNITA veio a público a três vozes, Nelito Ekuikui, Paula Roque e Rosado de Carvalho, ameaçar o derrube do governo legítimo de Angola, mesmo que seja necessário o uso da força.
Nunca o Galo Negro tinha ido tão longe desde a morte do seu fundador Jonas Malheiro Savimbi.
Nada de novo a meu ver, a vertente belicista sempre dominou o partido, manteve desde 2002 duas alas vivas, uma política e outra militarista, têm bases territoriais adormecidas mas com lideranças sempre no activo, e estes três protagonistas são apenas pombos correios para entretenimento.
Há dirigentes que já estão a deslocar familiares para o estrangeiro, da ala política da UNITA têm todos casas adquiridas em Portugal e noutras paragens, e a estratégia é mobilizar inocentes, sobretudo menores e mulheres, para a linha da frente da insurreição.
O esquema foi usado em Moçambique, os mesmos protagonistas camuflados tiveram em Venâncio Mondelane, o agitador-mor que arrastou multidões para a morte, para o saque, para a descredibilização do Sistema, mas deu-se mal, rendeu-se, e foi engolido deixando sequelas de sangue, suor e lágrimas.
Em Angola o trabalho tem sido cozinhado há muito tempo, viagens sucessivas ao estranegiro, apelos e parcerias com a Extrema Direita racista, xenófoba, e intervencionista, intensificou ultimamente com a movimentação de fundos disponíveis para tentar contrariar a rumo traçado pelo Senhor Presidente da República, legitimado democraticamente, cujos resultados não permite argumentos à oposição senão a intriga, insinuação, e um permanente desafio à ordem pública.Vai usando meios de comunicação social avençadas como a LUSA, a TVI/CNN, a rádio essencial, a DW, e pasquins de propaganda, com capital, também, dos corruptos Isabel dos Santos, Manuel Vicente, General Dino, General José Maria e Hélder Vieira Dias (Kopelipa), que sempre tiveram a complacência e cumplicidade do antigo Procurador Geral da República, Hélder Pita Grós, que inviabilizou a ação da justiça através de falhas inconcebíveis do Ministério Público.
Angola dispõe de um Serviço de Inteligência reconhecido internacionalmente, não quero crer que não saibam onde estão os focos de instabilidade que poderão emergir em momentos decisivos, o Estado dispõe, por isso, de instrumentos de defesa da Ordem Democrática, da Segurança Pública, defesa das instituições, e está legitimada o uso da própria força a partir do momento em que seja posta a em causa a Liberdade da cidadania.
A procissão vai no adro, a vertente militar da UNITA tem meios de comunicação próprios, usa a linguagem Ovimbundo, e dizem ter completado uma rede de infiltrados capazes de desestabilizar o Sistema por dentro, é neste contexto que surgem candidatos a candidato à liderança do MPLA como Higino Carneiro, tanto ele como o estratega José Maria são Ovimbundos, coincidências estranhas ou laços ancestrais.
O País não abranda no seu desenvolvimento, infraestruturas, investimento, emprego, transformação, ciência, é um caso de observação e escrutínio permanente, mas os índices das grandes organizações não mentem, ONU, UNICEF, FAO, UA, UE, BM, FMI, comprovam o que a cegueira pelo Poder da oposição não consegue ver.
Mas a marcha da cidadania segue em frente, escuta, pensa, olha para as cicatrizes do passado, e em família ergue-se a cada manhã e participa no progresso que lhe dá novos amanhãs, e do fundo alma silenciosa vem à tona uma de lucidez que transporta energias que levar-nos-á com esperança em 2027, para a Nova República.

