Em Angola, as sondagens políticas são baseadas numa perspectiva da percepção que cada um tem e proclama para exploração do eleitorado; a capacidade de mobilização é enganosa: entre milhares de pessoas, apenas algumas centenas de cidadãos têm capacidade de exercer o direito cívico de votar (menores, iletrados, classes exploradas pelo medo), daí terem-se repetido e revelado resultados que têm mantido o MPLA no poder, porque, pela fidelidade partidária, dispõe de uma maioria esmagadora.
Claro que hoje, com as redes sociais manipuladas por técnicas que navegam da linguagem torpe e ignominiosa primária à profissionalização das agências de comunicação, que a custos tremendos conseguem criar mágicas ilusórias que, no espaço e no tempo, são sempre superadas pela realidade.
A oposição angolana liderada pela UNITA, ancorada numa mentira que tenta transformar em verdade, usa e abusa de métodos que percorrem caminhos ínvios que vão do ruído à provocação e à insinuação para atingir o objetivo da vitimização, e os resultados estão à vista. Mas esta metodologia tem sido corrosiva internamente, provocando fragmentações, e não é de agora: Jonas Savimbi foi traído pelos seus pares; antes já tinha havido a UNITA Renovada, a fuga de Sachipengo Nunda; hoje tem o ex-presidente Isaías Samakuva ostracizado, e do Galo Negro já saíram Abel Chivukuvuku para a CASA-CE e agora PRA-JA, Bela Malaquias para o PHA, e outros mais que estão silenciados pela discordância e pelo medo.
A meu ver, e creio ser a verdade, a UNITA teve sempre ocultada a vontade de materializar a oportunidade da tomada do poder, sempre sabotou o desenvolvimento, e em 2022 não avançou para a insurreição porque em momento algum sentiu capacidade de mobilização para a execução. Agora está a antecipar a doutrina, já está a fazer o jogo psicológico, a estratégia está montada, os peões estão na arena, os pombos-correio estão a sobrevoar, os papagaios estão a cornetar, e a chave do sucesso está no Congresso do MPLA: se não houver aventureirismos inócuos, se não ficar garantida uma linha de continuidade, Angola entraria numa espiral de retrocesso catastrófico.
O mundo está cada vez mais caracterizado de incertezas, os equilíbrios estão em constante mutação, em Angola o Senhor Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, deu um rumo, há grandes projectos que exigem continuidade, o crescimento de investimento privado e de emprego é factual, romper a confiança, colocar em causa a estabilidade, criar um ambiente de permanente crispação, é contraproducente para as aspirações da cidadania.
Garantida a Ordem Pública, consolidar a democracia, assegurar a liberdade, são os elos da esperança que levar-nos-á em 2027, com o MPLA, à Nova República.

