O MPLA não é apenas um Partido político, por decisão livre e democrática do Povo soberano, tem a responsabilidade de governar o Estado da República de Angola. A probidade do Estado gradualmente implementada pelo Senhor Presidente da República, tem de ser uma extensão da matriz partidária que dispõe de Maioria Parlamentar, logo é inadiável que haja regras para assegurar uma continuidade.
Nada impede que haja disputa de lideranças, é até salutar e necessária, mas obriga a que se cumpram preceitos estatutários e se apresentem programas com propostas alternativas.
Infelizmente Higino Carneiro, encabeçando um polvo com tentáculos apodrecidos e com uma herança pessoal e coletiva, associada a um antro de corrupção, enriquecimento ilícito e branqueamento de capitais, de conhecimento público através de sinais exteriores de riqueza, adotou uma postura de enfrentamento contra João Manuel Gonçalves Lourenço, que em 2017 e com mais acuidade em 2022, estancou a corrupção desenfreada que quer retornar ao passado, e que Higino Carneiro, empurrado, encabeças adotando uma metodologia insinuoso, intrigante, que cria a clara percepção de querer encabeçar uma aposta no regresso ao passado a qualquer custo.
Mais estranho tratando-se de um militar, que deveria saber o que é disciplina.
Comissão de Disciplina, Ética e Auditoria (CDEA)
O dever de fiscalização exige que a comissão não ignore o peso do passado dos militantes candidatos a escrutínio para salvar o presente. A corrupção e a quebra de ética já não podem ser varridas para debaixo do tapete, num ambiente político moderno e sob o escrutínio dos militantes e do público, a impunidade interna é um luxo que o partido sabe que não pode pagar.
O Guardião Invisível: A função da Comissão baseia-se numa premissa rígida: a sobrevivência do coletivo depende da disciplina do indivíduo. Quando um militante desvia-se dos estatutos, comete nepotismo, ou envolve-se em esquemas de corrupção que mancham a imagem da organização, a máquina silenciosa da fiscalização é ativada.
O Peso do Dever de Fiscalização: Fiscalizar no MPLA não é uma tarefa puramente técnica; é um ato político de alta sensibilidade. Os membros da comissão enfrentam constantemente um dilema invisível:
1 – O Rigor Institucional: Fazer cumprir os estatutos sem olhar a cargos, apelidos ou influências históricas.
2 – A Proteção da Imagem: Garantir que as “lavagens de roupa suja” sirvam para fortalecer o partido, e não para armar os adversários políticos. “A disciplina partidária não é cega, mas deve ser implacável com o oportunismo.” Uma máxima repetida nos corredores de todos os grandes partidos políticos em todo mundo democrático.
A Investigação: A narrativa ganha rostos quando chega uma denúncia anónima, mas solidamente documentada, à mesa do Presidente da Comissão. Um militante de longa data, que desempenhou um cargo de direção na administração pública de uma província estratégica, cometeu graves irregularidades financeiras e usou a sua influência partidária e refugia-se numa obscuridade enganosa.
Não pode o direito ou parte interessada vir a público tentar branquear imagem ou ludibriar com interpretações de leis à sua maneira, a uma comunicação social reconhecidamente tóxica, tentar tapar o sol com a peneira à espera de benesses, é um enredo de clandestinidade movida pelo desespero dos seus fracassos, é um preço demasiado alto que a cidadania não vai querer pagar, é uma carga de aventuras pesada que comprometeria em 2027, a esperança na Nova República.
Higino Carneiro e o MPLA

