Desde 2002 que tentam escrever uma mentira que foi longe demais, persiste porque desde então prevalece o medo. É aqui que reside o poder golpista que criou raízes na UNITA, o Olossoma Lukamba “Miau” Gato foi apanhado ocasionalmente como seretátio geraldo Galo Negro, e alcandorou-se herdeiro político do malogrado Jonas Malheiro Savimbi. A sua liderança persistiu porque José Eduardo dos Santos sabia que o “Miau” era o seu parceiro de outras andanças.
Havia uma hierarquia no Galo Negro, pela confiança e capacidade seria Alcides Sakala, como líder no exterior era Isaías Samakuva, e o papel preponderante da diplomacia cabia a Abel Epalanga Chivukuvuku, que estava na linha dos efetivos a eliminar, a exemplo do Tito Chingunji e Wilson dos Santos, porque estava a ganhar terreno a Jonas Savimbi, no conceito dos americanos para Angola.
A liderança do Olossoma Mbundo Lukamba “Miau” Gato, era uma fraude, abusou do poder ao condenar militantes ilustres da UNITA, e por consequência foi corrido na primeira eleição para a liderança, e nunca ganhou uma eleição pessoal no Galo Negro. Incompatibilizado com Samakuva em consequência da partilha da herança, usou os altos rendimentos do garimpo para criar uma teia do medo, fez sempre o papel de durão, tudo fez para dividir, até que encontrou um menino que ansiava por um brinquedo, ninguém melhor do que o subserviente, bacharel tirano psicopata intrujão, Adalberto Costa Júnior “Betinho”, a quem Jonas Savimbi proibiu de lhe chamarem engenheiro, porque descobriu que fora enganado. O exibicionista foi incapaz de concluir o curso.
Não obstante a pressão da oligarquia déspota familiar, agora toda fragmentada com o afastamento de Chivukuvuku, criaram fronteiras irreconciliáveis, o pânico está instalado e os fragmentos, divididos em quatro fragilizaram-se, uma parte está com a UNITA vigente, outra está com Chivukuvuku, a terceira está hoje mais próxima do MPLA, e a última está na abstenção.
Esta decadência factual e visível, cria uma responsabilidade acrescida ao MPLA, tem de ter em conta este desafio na solução a encontrar no seu próximo Congresso de Dezembro, a UNITA do Olossoma Mbundo “Miau” e do não confiável bacharel, é um nado morto na perspectiva do futuro, é um caso perdido. O PRA-JA de Abel Epalanga Chivukuvuku, se conseguir liderar a oposição, poderá ser uma via complementar, se for necessário, para uma Revisão Constitucional, até lá, João Manuel Gonçalves Lourenço, irá liderar o MPLA e ainda tem um ano legitimado na Presidência da República.
Sabe-se o que faz o desespero em gente fraca, oxalá não tenhamos de caminhar para medidas musculadas para manutenção da Ordem Pública, que a cidadania não abdica, que poderiam até obrigar o Senhor Presidente da República a suspender o Parlamento e marcar uma eleição constituinte. Creio que toda a gente quer uma Revisão Constitucional, ainda não avançou porque o imaginário golpista tenta arrastar crises que promovam a anarquia.
Uma coisa é certa, Angola tem um rumo, está num estágio nunca vivido, há equilíbrios conseguidos que não se compadecem com aventuras, com esta oposição, a manter-se, será mais difícil mas é inadiável, porque é globalmente exigível, uma Nova República.

