A Nova República

ByKuma

12 de Maio, 2026

Com exigência, transparência, legitimidade e cumprimento escrupuloso das regras estatutárias, foi ontem apresentada e oficializada a candidatura de João Manuel Gonçalves Lourenço, à liderança do MPLA, em ato que irá realizar-se a 8 de Dezembro de 2026. Não é algo de somenos, é o pontapé de saída para a tão desejada Nova República, e é óptimo que ela seja alicerçada democraticamente, em liberdade, exercício de dever cívico, cumprimento de regras, pressupostos de exigência para os passos que se seguirão.

O futuro é insistente e bate permanentemente à porta, Angola debate com lacunas fundamentais e com a obrigação de protagonizar mudanças profundas que só a estrutura do MPLA pode realizar, daí a responsabilidade em cada passo da mudança. Angola necessita de uma Nova Constituição, precisa de uma reciclagem administrativa do Estado, só assim pode cumprir uma etapa fundamental para o desenvolvimento, modernizando-se, desburocratizando-se, adaptando-se à digitalização e dando respostas com eficácia e rapidez aos cidadãos e às empresas.

É um processo já iniciado, criaram-se infraestruturas, iniciaram-se transformações, avançou-se na área económica e financeira, na saúde, na educação, mas como um Estado de Direito consolidado cumpre as limitações constitucionais. O mercado ainda esbarra em situações aberrantes, as mudanças deparam-se com barreiras constantes, e a própria liberdade de expressão, sendo um instrumento fundamental da democracia, está a ser revista em todo mundo livre, dadas as ameaças do terrorismo digital, que aproveitou meios de facilitação da vida humana em ameaças da sua civilidade, urbanidade e segurança.

Há desafios que ainda persistem, é uma caminho longo na adaptabilidade institucional numa Nação jovem a realizar o ser percurso, tivemos contingências cuja herança obriga a que tenhamos de dar um passo de cada vez, face à obrigatoriedade de uma Nova Constituição, estaremos perante o facto de ainda ser necessário um militar na Presidência da República, o facto de ser o Chefe Supremo das Forças Armadas, é sempre a parte mais melindrosa em todas as democracias, a começar pelo Ministério da Defesa Nacional.

É todo este conjunto inadiável de mudanças que definiram o perfil traçado pelo Senhor Presidente da República, a probidade do Estado e o equilíbrio das instituições obrigam a conhecimento, experiência, liderança e patriotismo imaculado, sem descurar nunca a continuidade da execução da valorização da terra e dignificação do homem, traves mestras da cidadania, direitos, liberdade e garantias inadiáveis na Nova República.