O facto de haver anunciadas múltiplas candidaturas à liderança do MPLA, é um sinónimo de democracia e liberdade. Todavia acresce a exigência, impõe-se a verdade, transparência, respeito e responsabilidade.
Uma candidatura tem de mostrar ao que vem, com quem, e nunca descurar as históricas consequências da consciente tarefa de governar a Nação angolana.
A eleição da liderança do MPLA não se circunscreve ao Partido, tem um alcance estrutural de um Estado em permanente mutação, e há a percepção, até evidências, que levam a crer que assim será em 2027. Angola tem um espectro político partidário da oposição e sucessivas dissidências e fragmentações, que se digladiam pela liderança oposicionista, e mesmo essa tradicionalmente desempenhada pela UNITA, está em risco na disputa clara com o PRA-JA, de Abel Chivukuvuku.
Por estar dividida, disputando o mesmo espaço, não é crível que possam ser alternativa em 2027, isto acresce ainda mais a responsabilidade do MPLA, que não pode ceder a caprichos pessoais nem obscuros interesses de grupo, tem de inovar, higienizar, e abrir as portas a uma nova geração, patrocinada por lideranças capazes, experientes, com postura e compromisso com o Estado.
O MPLA apresenta-se como o único Partido capaz de gerir o Estado, a oposição tem-se circunscrito aos aparelhos partidários sem que junto deles se manifeste uma sociedade civil capaz de retratar um rumo, além dos dirigentes conhecem-se ativistas profissionais, alguns autênticos boçais e energúmenos políticos, e outros agentes avençados numa comunicação social, parte dela clandestina.
Mas nos meandros dos interesses na capital, a liberdade e o receio de trajetórias suicídas, contagiou um leque de personalidades ligadas ao MPLA e ao passado tenebroso da corrupção desenfreada, que encenam candidaturas em busca de protagonismo que lhe dê visibilidade para andarem nos bastidores obscuros clandestinos, a negociar promessas, cedências, apoios, para que possam precaver a continuidade da impunidade dos seus atos contra a sociedade, que a seu tempo os batizou de “Marimbondos”.
Também surgiram os apressados, os que pela sua vacuidade se anteciparam a entrar na ribalta, revelaram falta de estatura intelectual e política, deveriam saber que nestas alturas mesmo a razão não pode revelar-se antes do tempo.
João Lourenço, quer na qualidade de líder do MPLA, quer como Presidente da República, revelou-se capaz, determinado, estável, e a seu tempo traçou o futuro e os seus protagonistas, não vacila perante o ruído, tem consigo a arma poderosa do silêncio, e sempre desvalorizou os desfile carnavalesco, Angola e os angolanos têm sido a sua preocupação cimeira.
Até ao Congresso do MPLA vamos assistir a muitas simulações, vamos ter uma calendarização de culpas e culpados, constatar-se-ão similitudes estranhas, mas uma coisa é certa, haja o que houver, João Manuel Gonçalves Lourenço é o Presidente da República de uma Nação que não pode parar, que não pode ser apunhalada por aventureiros, concluíram-se obras inacabadas, é necessário concluir outra começadas, 2027 será inquestionavelmente o ano da Nova República.
A Mudança

