A encruzilhada

ByKuma

28 de Janeiro, 2026

As democracias estão em crise, a Europa está dividida, Portugal está retalhado em fragmentos desastrosos, o Regime foi capturado por um Sistema de facilitismo sem exigência que originou corrupção e despiu-se valores e princípios no ordenamento constitucional. A noite passada a Terceira República foi atingida mortalmente e irá ser sepultada a 8 de Fevereiro de 2026.
No que nos diz respeito parece coisa de somenos, mas não é, o candidato Seguro irá seguramente brindar, se vencer, com todos os corruptos que “mamaram” no Orçamento, e será extensível aos “marimbondos” de todos os quadrantes, é um oásis em terras lusitanas para Isabel dos Santos.

O candidato aventureiro Ventura será o patrono do lunático Mondlane, e do português (assim classificado por Lukamba “Miau” Gato), o brigadeiro de fisga, bacharel tirano psicopata, mais que intrujão, ACJ “Betinho”, será um apêndice de Trump em busca de terras raras, é um colonialista dos tempos modernos. A UNITA e os seus agentes avençados já o aplaudem como o salvador dos aflitos. É uma falta de vergonha que já não espanta ninguém.


Em democracia quando há derivações é um desastre, perde-se o Norte, a inércia e o populismo ganham espaço num tempo sem retorno, perde-se a coragem coletiva, deixa-se andar, e a anarquia ganha contornos inexplicáveis, prende-se quem fura uns tostões e não há coragem para prender quem rouba milhões. O ex-primeiro-ministro José Sócrates, ladrão condenado, pavoneia-se por praias exóticas no Brasil, e outros que estão à mesa com Seguro, são os novos ricos do enriquecimento ilícito.
Com um ou com outro, a República e o Estado de Angola, terá ser pragmática no seu futuro relacionamento, o Senhor Presidente da República deve saber que irão recrudescer as armadilhas do Galo Negro.

Nesta altura, Angola tem mais a ganhar na sua relação com a União Europeia, que acaba de rubricar os Acordos com o Mercosul e com a República da União Indiana, formando uma forte vertente Altlântica em perspetiva com Angola em posição estratégica, dado o seu enquandramento geográfico com o Brasil.
Ontem mesmo, revendo com uma amiga da UNITA, médica no Huambo, a entrevista do brigadeiro de fisga, bacharel tirano psicopata, mais que intrujão, ACJ “Betinho”, dada ao terrorista Nelson Gangsta, rimo-nos com as deambulações hilariantes o líder da UNITA, com o petróleo quase ao preço dos custos de produção (para ele é tudo lucro), comparava as estradas do Dubai com as de Angola. O ignorante e o presunçoso terrorista, não sabem que os Emirados Árabes Unidos, composto por  Abu- Dabi, Dubai, Xarja, Ajmã, Caluão, Recoima e Fujeira, têm todos 8.000 km de estradas, Angola tem 80.000 km.

São estas incongruências que revelam a fragilidade de alguém que deseja ser presidente, o que seria desastroso para o nosso País. A deriva infantil de proeminentes figuras do Galo Negro é um atentado ao desenvolvimento da Nação, Angola não pode ser governada por um punhado de homens e mulheres hermeticamente familiares, Lukamba “Miau” Gato, obrigou, coercivamente, uma das suas filhas gémeas instalada com vida própria em Portugal, para colocá-la no dia seguinte à chegada a Luanda, como líder da JURA no Kilamba.
A irmã de Samakuva é a representante da diáspora em França e o filho de Ernesto Mulato foi colocado em Espanha, a oligarquia déspota familiar não cede, é arrepiante a forma, por vezes violenta, como se fecham as portas dos gabinetes do Galo Negro, decidindo-se tudo, ou quase tudo, em casas particulares, nomeadamente na Vila Alice na mansão de Lukamba “Miau” Gato, na rua Feliciano Castilho, onde ao portão estão guardas armados e no quintal está a criadagem escrava que trabalha por uma porção de arroz e um coxa de galinha. E porrada se refilar.
São estas encruzilhadas danosas, embora bem sinalizadas, que provocam acidentes em qualquer latitude democrática, são estas indiferenças que colocam em risco a liberdade e a cidadania, é contra isto que a legitimidade democrática tem agir, foram as promiscuidades que de desde 2002 a 2017 que obrigaram a mudar o curso da herança, ainda há resquícios vivos memórias que não cicatrizam, há gente viva que fez murchar a flor reluzente da esperança, mas a semente está germinar de novo, os cidadãos regam-se todas as manhãs a caminho do trabalho, da escola, da universidade, fertilizam-na com a crença e resiliência de quem regressa a casa com o prazer do dever cumprido, e espera ansiosamente pelos amanhã que irão cantar em uníssono, a Nova República.