Portugal está com um Regime doente, tem um Sistema completamente capturado pelo socialismo retrógrado, acomodado, que alienou uns com empregos vitalícios, anestesiou outros com fundos da Europa, e estabeleceu fronteiras até onde quem contraria o comodismo, precisamente para legitimar uma democracia coxa e aparentemente livre.
É um espetáculo degradante, quase insultuoso à inteligência dos cidadãos, que em resposta aposta num extremismo ilusoriamente libertador, mas isto é um problema que cabe aos portugueses resolver que se entretêm, também, com palco degradante onde Trump, Putin e Xi JinPing, a seu bel prazer vão esmagando a Europa.
Só que entre socialistas e dentro e fora do Poder, na coutada partilhada, há um intruso que veio trazer à tona uma verdade muitas vezes escondida, são todos eles, ou quase todos, filhos e netos de Salazar, saudosistas, colonialistas, e partilham entusiasmo e festins com “marimbondos”, comentadeiros, foragidos e uma plateia alargada da UNITA, encabeçados pelo brigadeiro de fisga, bacharel tirano psicopata, mais que intrujão, ACJ “Betinho” e capatazes encartados como Marcolino Moco, Francisco Viana, e conselheiros especiais como João Soares e Paula Roque.
É enervante de todo este carnaval e desfile folclórico, é que Angola vai, Angola vem, numa campanha distorcida à medida das conveniências, numa terra em plena Europa, tomada por corruptos, onde doentes morrem por falta de uma ambulância, um doente espera 24 horas para ser atendido numa urgência hospitalar, espera 2 anos por uma cirurgia, se não tiver acesso ao cuidados privados, num País que recebeu de Fundos Europeus 168 mil milhões de euros.
Mais enervante é o silêncio da nossa embaixada perante o somatório insultuoso de interferências sobre Angola, quer da senhora embaixadora, quer dos senhores conselheiros. A situação atingiu proporções que mereceriam uma Conferência de Imprensa sobre o tema por parte da embaixada, os agressores estão bem localizados, e a liberdade de opinião tem limites em democracia, para isso existem entidades reguladoras.
Não podem partir de Portugal incitamentos à violência em Angola, Portugal teve as FP 25 de Abril, que mataram, assaltaram bancos, estavam armados com material de guerra, tem agora em 2026 o Grupo 1143, que pratica violência extrema e com treinamento militar urbano, em Angola há ruído, muito dele é incentivado a partir da Lusitânia, mas há Ordem Pública, há liberdade de expressão que permite esse ruído, e há liberdade desde que, democraticamente, não colida com com a liberdade alheia.
Temos um oceano que nos une, uma ponte aérea que nos liga diariamente, mas mesmo com laços profundos de consanguinidade, atingimos um estágio que exige respeito mútuo, para que Estado a Estado possam encontrar-se benefícios recíprocos. Há fronteiras a respeitar, há valores partilhados, Liberdade, Igualdade, Fraternidade, existem canais diplomáticos, são dois destinos irmanados em 500 anos de convivência, Portugal em 116 anos caminha para a sua 4ª República, Angola, em 51 anos, está do dealbar de uma Nova República.
Inércia Incomodativa
Lisboa, 27/06/2020 - Manifestação do CHEGA liderada por André Ventura reuniu uma multidão no percurso entre Marques de Pombal e Praça do Comércio.
(Paulo Alexandrino / Global Imagens)