A Guerra da Ucrânia em África

ByKuma

20 de Abril, 2023

Começa a ser desconfortável e inaceitável, em Fóruns internacionais patrocinados pelas Nações Unidas, União Europeia, OTAN/NATO, G7 e G20, assistirmos a antigas potências colonizadoras a ditarem o futuro de África e das suas riquezas.

Se atentarmos vislumbramos em cada conflito interno em África, nas causas de instabilidade que enfraquecem os Poderes instituídos, através dos lacaios dependentes dos saudosistas colonialistas e exploradores, muitos deles ao serviço de lobbys camuflados.

Estudos jornalísticos de investigação, referem-se a uma harmonização de Portugal e França, para uma intervenção indirecta em África, que já não é nova, mas que se agudizou ou intensificou-se com a crise consequente da guerra Ucraniana e controlo de matérias primas oriundas de recursos naturais.

A França tem encontrado obstáculos provindos do expansionismo do fundamentalismo islâmico, Portugal além de contar com os aliados tradicionais como a UNITA, mais ainda com a liderança de ACJ, tem o seu aliado secular, o expansionismo cristão e católico, além do disfarce de muitas ONG’s no terreno.

No emergir de uma Nova Ordem Mundial, vemos o Brasil e a Índia a reclamarem lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU, mas, infelizmente, assistimos a impotente UA – União Africana cada vez mais submissa às esmolas das grandes potências, e enquanto assim for, teremos África condenada ao marasmo habitual.

Angola pelos seus recursos, acesso ao mar, e ferrovias que rasgam o território, é um lugar apetecível, precisa de instituições fortes e de Forças Armadas, militarizadas, Serviços de Inteligência, capazes de resguardar-se destes assaltos, para isso não pode compadecer-se com tibiezas de uma Oposição agitadora e comprometida com o crime cada vez mais sofisticado.

A Paz não chega, é um estado normal dos Povos, é necessário a verdade e a razão, e é por elas que Angola se debate com uma Oposição cada vez mais anarquizada, vulnerabilizada, e dependente de sucessivas viagens e fotos junto dos saudosistas exploradores.