Em noite de São João, à volta de umas sardinhas e um jarro de sangria, uma dezena de antigos colegas curtiram a brincadeira falando de coisas sérias. Tinham algo em comum, diversas nacionalidades, mas todos com ligações directas ou indirectas a Angola, apenas eu mais dois nascidos no território, todos Umbundos.

Todos septuagenários, conversas habitualmente leais, que cruzadas são um manancial de conhecimento enriquecedor, mas que mesmo com experiência muitas vezes assusta. Rimo-nos da conversa da treta permanentemente verbosidade dos agitadores da UNITA/FPU, dos lances de contra-informação primários, e da debilidade mental que os fez parar no tempo, enganosamente.

Na realidade verifica-se a fragmentação no SOVISMO, mas não há fragmentação onde nunca houve união, a estratégia vem de longe, é traçada externamente, e os agentes do terrorismo internacional, liderados por ACJ “Bétinho”, Abel “Totozinho” Chivukuvuku, Lukamba “Miau” Gato, Eugénio Dissidente” Manuvakola, Marcolino “Ressabiado” Moco, Francisco “Fugitivo” Viana, e Jardo “CIA”Muekália, tomaram a UNITA/FPU de assalto e têm um plano gizado, secreto, definido ao longo do tempo.

Todos eles sabem da incapacidade de voltar às armas, a rejeição do Povo é imediata, primária, a convulsão social seria imediatamente reprimida pela autoridade do Estado de Direito, ataques aos tribunais, insultos às autoridades, acusações ao Presidente da República, campanhas de vitimização como a recente publicação do passaporte e bilhete de viagem do “Bétinho”, são mecanismos de suporte de sobrevivência política para quem os compromissos reais passam pelo estrangeiro, em negociatas permanentes que passam pelo retalhar do território através de separatismos criminosos, e negociação multisectorial de exploração do país por grupos saqueadores e exploradores dos recursos materiais e humanos da Nação.

A verdadeira estratégia passa no imediato por atentados que eliminem fisicamente o Presidente da República João Manuel Gonçalves Lourenço, e o general Fernando Miala líder dos Serviços de Inteligência, tidos como pilares do regime. Há unanimidade de que os “Rambos” ou “Sniper’s” já estão em Angola, o material necessário já há muito está no território, nesses mercenários extremamente eficientes, estão provavelmente duas femininas treinadas em Israel e falam fluentemente várias línguas, sobretudo espanhol.

 Um ex-agente dos Serviços de Inteligência franceses, que esteve várias vezes na Jamba em estadias prolongadas, diz que Lukamba “Miau” Gato lhe confidenciou em Joanesburgo o mês passado, ter conjuntamente com Kamalata “Idiota” Numa, um grupo de “kamikazes” preparados para, se necessário for, provocar o caos com o sacrifício da própria vida, e todos os sinais, todos mesmo, sem expepção, dizem que a UNITA/FPU de ACJ/AEC, não aceitará outro resultado que não seja a vitória e consequente acesso ao Poder.