Começa a vir declaradamente a público a fragmentação da UNITA, um movimento interno liderado por importantes quadros jovens do Partido, entende que face à realidade do país, ACJ é um acidente no percurso do Galo Negro e as suas políticas um autêntico desastre, no rol das críticas contundentes são arroladas personalidades da oligarquia familiar que apenas conhece a subversão e o belicismo.

ACJ já está a agir por conta própria, esta viagem aos Estados Unidos a pretexto de mobilizar a Comunidade Angolana para o recenseamento, foi na verdade para contactar agentes da CIA no hotel em Nova York, onde receberá instruções sobre a sua atuação no seguimento dos interesses americanos em Angola. Para espanto do político furtivo nubívago, foi-lhe comunicado que a América quer estabilidade em Angola no contexto da atual crise, e que a UNITA não oferece garantias de capacidade governativa.

Pouco importa para Angola a posição americana, o mais grave e de transcendente importância, é o facto de assistirmos a permanente dependência externa de ACJ, com a agravante de estar cada vez mais pendurado nos especuladores insaciáveis que estão com os olhos postos em Angola.

Numa reunião de quadros angolanos residentes em Portugal, realizada numa associação em Lisboa, a quem ACJ pediu para estar em videoconferência, foi-lhe negada a intenção e levantaram-se vozes que não aceitam que a UNITA seja, ainda hoje, uma extensão da Jamba, controlada por militares familiares, onde a célula mandante já recuperou os dissidentes Eugénio Manuvakola e Abel Chivukuvuku, e já se perfilam nos lugares ao Parlamento, filhos, genros, noras, sobrinhos e afilhados de toda gente herdeira dos kwatchas depois da morte de Jonas Savimbi.

Também através de um conhecido advogado ligado à rede diamantífera da UNITA, outrora altamente rentável, solicitou uma audiência ao Presidente da República de Portugal para ACJ, que foi negada com a indicação de contacto com o embaixador em Luanda que acabou de ser nomeado.

Mas mesmo na oligarquia déspota que usa ACJ como isco, está a ficar irada e saturada, não há contas prestadas no Partido, quando se conhecem gastos sumptuosos em luxos extravagantes de ACJ e onde se fala de um complot político e financeiro em Portugal com Marcolino Moco.

Para cúmulo da pressão evidente no seio da UNITA, na cidade do Huambo, Lukamba Gato e a Navita Ngolo, foram confrontados por familiares das vítimas dos fuzilamentos e das fogueiras na Jamba, e reivindicaram os restos mortais dos seus entes queridos, como Fernando Wilson dos Santos e Tito Chingunji e toda a família, por terem desejado uma UNITA de Paz e democrática, sem guerra. A exemplo da exemplar postura do Governo e do Presidente João Lourenço, falta idêntica atitude ao Galo Negro, por respeito às famílias e direito dos angolanos conhecerem a história verdadeira do seu país e assim solidificar a Reconciliação Nacional.

Para terminar, agora mesmo um membro da Comissão Permanente da UNITA, confidenciou ser inconcebível que, comportando-se como um autêntico tirano, ACJ tenha-se ausentado do país no momento em que há os preparativos do aniversário do Partido a 13 de Março, uma vergonha nunca vista. A sua ambição pessoal apaga a UNITA do seu cardápio.