Acompanhei de perto as últimas movimentações de ACJ e outros importantes signatários do Galo Negro, constatei similitude trágica nos contactos e nos comportamentos. ACJ e os seus mais directos colaboradores multiplicaram contactos com especuladores subversivos com ramificações em África, no Dubai, em Israel, no Qatar, em Roma e em Chipre, com objetivos de assalto ao Poder e de saque dos recursos do país.

Espantoso é a leviandade das cedências e a calendarização das mesmas, no consulado de José Eduardo dos Santos enriqueceram marimbondos, João Lourenço estancou a hemorragia do saque, e com ACJ, a troco do Poder, entrega o saque a estrangeiros que buscam a possibilidade de multiplicar o investimento em Angola. 

A estratégia israelita e de Roma, aponta para um ambiente hostil permanente para manter a janela de oportunidades, mas se não surgir até às eleições, pelas quais não há interesse real, deve estar preparada uma ação irreversível logo após os resultados eleitorais, prevendo já uma derrota da UNITA no seguimento de todos os indicadores dos especialistas.

Quadros do Galo Negro e da FPU que andam pelo terreno, constatam algum descontentamento com a situação social, mas paulatinamente vão observando melhorias, mas, mais do que isso, concluem que o mal-estar com a situação não reverte nada a favor da UNITA, a quem olham com desconfiança.

ACJ perante o drama real, vive agora obcecado, anda com medo dos activistas, e com receio no seu regresso à Luanda, aconselhado que está para não levar bagagem para não ser traído. 

Lukamba Gato ultima contactos na África do Sul e Botswana, e os delegados da UNITA nas capitais estrangeiras reportam insegurança com a ideia de abrir portas, mas na Europa continuam todas fechadas. Marrocos também não recebeu Adalberto Costa Júnior.