Circula um post falso, daqueles em que a oposição ilegal se especializou, que diz que o Presidente da Zâmbia H.Hichilema em 100 dias construiu 100 escolas com concurso público, recrutou 20.000 novos professores, tornou a assistência médica gratuita para todas as mulheres, aumentou o orçamento do ensino superior em 1 bilião, cortou vários impostos fraudulentos, não comprou nenhum novo veículo para novos ministros, proibiu a interferência do poder político no poder judicial.

Mentiras e manipulações.

Agora a verdade sobre o que Hichilema fez e enfrenta na Zâmbia.

A prioridade de Hichilema tem sido arrumar as finanças públicas e chamar o FMI. A 6 de Dezembro de 2021, o FMI anunciou um acordo com as novas autoridades zambianas. O novo acordo confere uma Linha de Crédito Estendida (ECF) para 2022–2025 que pretende a restaurar a estabilidade macroeconómica e fornecerá a base para a recuperação económica.

O primeiro passo de Hichilema foi com o FMI, e é um passo que Angola já deu há quatro anos!

Não houve construção de 100 escolas em 100 dias com concurso público nem contratação efectiva de 20.000 novos professores, nem podia haver. O que há são anúncios de intenções para Orçamentos futuros.

Politicamente, Hichilema voltou atrás a promessa de revogar a repressiva Lei de Segurança Cibernética e a Lei de Ordem Pública, há muito usada pelo governo para restringir as actividades da oposição e da sociedade civil, que nem sequer existe em Angola.

Sobre a corrupção, a sua prioridade é recuperar fundos roubados, visto que as instituições fiscalizadoras não têm capacidade e os juízes continuam comprometidos.

Angola já vai muitos passos à frente!

Ao contrário do que se diz, Hichilema está a ser muito criticado por criar novos cargos públicos sem seguir a lei, querer perdoar alguns corruptos e fragilizar a função pública.

É melhor que a oposição desleal angolana deixe de falar à toa.

O que a Zâmbia está a fazer é tentar seguir o caminho encetado por João Lourenço há quatro anos em Angola: saneamento das finanças públicas e acordo com o FMI; combate à corrupção; início de prioridade na educação e saúde.

Tal como em Angola, na Zâmbia tudo levará o seu tempo e a luta contra os interesses instalados será infindável.