Para o fadista que adora rasgar as madrugadas entoando versos de dor, saudade e nostalgia, não lhe faltaram microfones à sua frente.Para quem comanda o Recreativo do Libolo e cogitou ser dono do Belenenses em Lisboa, em bom futebolês, usou a táctica de Helenio Herrera: o melhor ataque é a defesa.Ora, Higino Carneiro, ontem, trajado com a opacidade da impunidade, semeando confusão entre justiça e política, ignorou o crime e jogou na tibieza do disfarce.
Pediu paz, compreensão, tolerância, com certeza estaria a pensar na ligação à UNITA, porque usou toda a brutalidade direta contra João Manuel Gonçalves Lourenço. “O Rei vai Nu”, disse-o com arrogância e altivez, mas está vestido. Pois é, está vestido de quê?De obra feita, de desenvolvimento em marcha, de credibilidade e confiança, de determinação e conquistas irreversíveis, e, contra esta realidade palpável, toda a cantoria artística é um fado desesperado e um futebol derrotado.A UNITA, no seu todo, com o seu oportunismo característico, povoa o espaço com vénias ao general reformado e, a contas com a justiça, ambos comungam o mesmo pecado e igualmente partilham o mesmo pesadelo.
Se Higino Carneiro, a exemplo do Galo Negro (são demasiadas coincidências), também confunde alternativa com alternância, então também tem uma leitura enviesada da democracia: a alternância passa por derrubar à força João Manuel Gonçalves Lourenço.
No tempo de José Eduardo dos Santos, em que a UNITA, Higino Carneiro e a seita que representa partilhavam a corrupção desenfreada e o saque ao erário público, assistiram, como coniventes e cúmplices, ao enriquecimento da família déspota e ao nepotismo, a desfrutarem de recursos do povo que hoje mostram num exibicionismo insultuoso à miséria em que deixaram a cidadania; e silenciavam-se com medo das consequências.
Hoje desfrutam de liberdade para poderem afrontar o Estado, o senhor Presidente da República e as instituições, e ainda se queixam de falta de democracia.É por isto que os cidadãos conscientes e a comunidade internacional, inequivocamente, apoiam o rumo traçado, a evolução de Angola como grande nação global. E, claro, é uma afronta a quem ainda tem de prestar contas à justiça, porque cada vez mais se consolida a meritocracia do Estado, sendo cada vez mais evidente que a confiança perceciona a esperança, geradora da certeza de que é imparável o rumo para, em 2027, termos a concretização da Nova República.

