Reflexões sobre a Ordem, a Paz e a Responsabilidade Política

ByKuma

10 de Agosto, 2026

Será a UNITA aprisionada aos conceitos racistas, tribais, ancestrais dos seus patronos Lukamba “Miau” Gato e o líder subserviente e deprimido, bacharel tirano psicopata intrujão, Adalberto Costa Júnior (ACJ “Betinho”), um partido democrático, ou uma organização fantoche que teima permanecer na clandestinidade?

Até quando o Galo Negro vai esconder-se na constante busca de vitimização, lançar vídeos digitais com fundos sonoros de rajadas de metralhadora, quando as autoridades políciais a eles se dirigiram com respeito na sua missão de fazer cumprir a lei?

Que imagem de Angola quer a UNITA vender ao mundo, tentando amedrontar o investimento estrangeiro, quando é cada vez mais visível a dependência de Isabel dos Santos e da Rússia de Putin? 

Quer a UNITA eleições em 2027?A construção de um Estado de direito democrático exige, acima de tudo, o respeito escrupuloso pelas leis e pelas instituições que garantem a convivência pacífica em sociedade.

No entanto, assiste-se com frequência crescente a uma estratégia deliberada de confrontação institucional, onde a transgressão das regras é mascarada de ativismo político.

Recentemente, na cidade do Uíge, testemunhou-se mais um episódio sintomático desta postura.

Uma manifestação, devidamente autorizada pelas autoridades competentes para decorrer dentro dos parâmetros legais e de segurança acautelados, foi arbitrariamente desviada pelos seus organizadores para o exterior da sede do Governo Provincial.

Esta alteração deliberada, acompanhada pelo bloqueio de vias públicas e pela exposição desnecessária de militantes ao risco, não constitui um exercício de liberdade, mas sim um ato de provocação direta à autoridade do Estado e à ordem pública.Esta teimosia em subverter as normas vigentes revela um padrão preocupante.

Quando os atores políticos esgotam a sua capacidade de apresentar propostas concretas, visões governativas tangíveis e alternativas viáveis para o país, recorrem frequentemente à retórica da confrontação e à cultura da vitimização.

O esvaziamento de projetos políticos sérios é, muitas vezes, substituído pelo culto da personalidade e pela repetição exaustiva de festejos partidários que pouco ou nada acrescentam ao desenvolvimento nacional ou à melhoria das condições de vida dos cidadãos.

Aproximamo-nos de um novo ciclo eleitoral, um momento que deveria ser de debate de ideias, de maturidade cívica e de consolidação democrática.

Contudo, posturas que apostam na desordem e no desafio sistemático da autoridade criam um cenário de instabilidade evitável.Num país que sarou, a custo, as profundas feridas de um passado de guerra civil, e num contexto internacional altamente volátil, onde a paz mundial se encontra permanentemente sob pressão, a irresponsabilidade política pode custar muito caro.

A alternância democrática almejada só tem valor real se for construída dentro da lei, com respeito pelas instituições e, sobretudo, com respeito pelo povo angolano, que anseia por progresso, estabilidade e paz duradoura.A ordem não é um favor concedido, é o pilar fundamental sem o qual a liberdade de todos se torna impossível. Reflexão e sentido de Estado são, hoje, mais urgentes do que nunca, há quem esteja a brincar com o fogo, a democracia tolerante tem mecanismos capazes de garantir a ordem pública,

Angola mudou, o País já não vai recuar rumo ao futuro, a cegueira gera ignorância, o medo gera fantasmas, mas a cidadania já não alimenta narcisismos e megalomanias, os amanhãs trajam-se de realidade, e são eles que com um sorriso de crença e liberdade levar-nos-ão à Nova República.