Entre o Usufruído Espaço de Crítica e a Desestabilização Institucional o debate público em Angola atravessa um momento em que a liberdade de expressão é frequentemente instrumentalizada por agendas alheias aos interesses fundamentais dos cidadãos.
Assistimos, com crescente perplexidade, ao papel assumido por órgãos como a Rádio Essencial, que há muito se transformou num epicentro de um persistente e sistemático cerco mediático contra o Estado angolano, as suas instituições democráticas e o Presidente da República.
O primeiro grande paradoxo reside na própria narrativa de vitimização que esta estação e os seus rostos propagam.
A bandidagem liderada por Graça Campos, coadjuvado pelo terrorista político David Boio e outros incumbentes como Teixeira Cândido, Hélder Preza, José Gama, Evaristo Mulaza, Helena Ferreira, Frei Hangalo, queixam-se reiteradamente de um suposto défice democrático e de uma alegada falta de liberdade, mas fazem-no a partir de um espaço de emissão totalmente livre, aberto e operante no coração da sociedade angolana.
Esta contradição flagrante desmente, por si só, a tese de censura. Quem acusa o sistema de silenciamento usufrui, afinal, de plena e ininterrupta voz pública para proferir essas mesmas acusações.
A liberdade de expressão, contudo, não constitui um salvo-conduto para a desinformação, nem um escudo contra a responsabilidade cívica, muito menos quando se confundem intencionalmente política e direito, probidade com a anarquia, para branquear os seus mandantes e financiadores.
Através das suas intervenções regulares, assistimos a um desvio pernicioso do jornalismo para o ativismo político de fachada.
Longe de promoverem o contraditório saudável ou o escrutínio rigoroso inerentes a uma democracia madura, os intervenientes optam sistematicamente por adulterar realidades, distorcer factos e alimentar uma retórica alarmista cujo objetivo primacial não é informar, mas sim corroer a credibilidade das instituições soberanas.
O jogo político democrático exige divergência de opiniões, debate de ideias e contraponto ideológico, o que não pode confundir-se com o debate político é a tentativa deliberada de erosão institucional e o recurso a narrativas que roçam a subversão da verdade factual. A imunidade da crítica legítima termina onde começa a manipulação sistemática da opinião pública.
Em suma, a democracia angolana protege o pluralismo, mas exige reciprocidade ética.
Os protagonistas da Rádio Essencial continuam a beneficiar das garantias do Estado de Direito que simultaneamente combatem e desacreditam, numa inversão de papéis que urge escrutinar à luz da verdade, da deontologia profissional e do respeito intransigente pelas instituições que representam a soberania nacional.
É escandalosa a forma como persistem imiscuir-se em assuntos de responsabilidade com a presunção de donos da sabedoria e da verdade, ontem a defesa de Higino Carneiro foi feita como se a situação se circunscreve-se à interpretação de um mal menor, mas a adulteração de assinaturas em processo público passa a ser imediatamente matéria criminal do Foro do Ministério Público.
Há um caminho que está a ser seguido, há quem não queira entender, o comodismo compra tudo feito, mas erguer uma Nação e colocá-la na rota do futuro não é coisa pouca, os desequilíbrios herdados ainda não foram todos ultrapassados, a cidadania já entendeu que o sacrifício vence-se com determinação, esforço, assentes na esperança dos novos amanhãs na Nova República.

