Vítima ou Vilão? Ou Vilões?

ByKuma

26 de Julho, 2026

Uma rigorosa análise ao processo e consequente ruído em torno do candidato a candidato Higino Carneiro, não pode ser feita numa perspectiva meramente partidária,  «vítima» ou «mártir» político, a rejeição deve focar-se em Angola, na rigorosa aplicação das regras democráticas internas, na primazia da legalidade, na transparência institucional e na defesa da ética republicana.

Ao que parece os advogados de defesa e os defensores acérrimos ocasionais da UNITA, desviam sempre as causas para questiúnculas pessoais, como é apanágio da seita ressabiada e inadaptada, porque para eles o que menos conta é Angola e os cidadãos.Respeito pelo Processo: Os partidos políticos não são organizações amorfas, regem-se por estatutos, regulamentos internos e critérios rigorosos de conformidade processual que se aplicam a todos os militantes sem exceção.

Erros Processuais Não São Perseguição: A falha no cumprimento de prazos, requisitos documentais ou formalidades legais constitui uma irregularidade administrativa padrão em qualquer processo eleitoral sério.

Tentar transformar uma lacuna processual numa conspiração política desrespeita os militantes que cumprem escrupulosamente as regras.Igualdade Perante a Lei Interna: Abrir exceções para acomodar candidaturas irregulares fragilizaria a ordem estatutária do partido e abriria precedentes perigosos para a integridade institucional.Padrões Elevados de Liderança: Quem aspira aos mais altos cargos de direção política e de governação tem o dever moral de apresentar um percurso irrepreensível, marcado pela transparência e pela idoneidade cívica.

Responsabilidade Institucional: A avaliação de idoneidade moral, ética e cívica não é um veto político arbitrário, mas sim um filtro de salvaguarda indispensável para proteger a credibilidade das instituições e a confiança dos cidadãos.Foco no Interesse Coletivo: A discussão sobre a liderança deve centrar-se na capacidade de servir o país com probidade, colocando o interesse público e partidário acima das ambições individuais.

Conveniência Política Oportunista: A solidariedade manifestada pela UNITA e por setores da oposição em torno desta exclusão não resulta de uma convicção democrática genuína, mas sim de uma estratégia de conveniência.

A persistente defesa de Higino Carneiro, diariamente, exercida pelo pseudo-moralista Lukamba “Miau Gato, ainda que diga que qualquer ligação à realidade é mera coincidência, mostra a imbecilidade da tamanha covardia e ausência costumeira de frontalidade e transparência.

O patrono da UNITA escreveu ontem:”Se por exemplo um candidato com expressão interna for perseguido até à exaustão ou afastado através de mecanismos que os seus apoiantes considerem injustos, corre-se o risco de o transformar numa vítima e até num mártir político.

Por outro lado, se esse mesmo candidato for “autorizado” a disputar livremente a liderança do seu partido, há o risco de poder mobilizar apoios suficientes para alterar o desfecho da eleição e até derrotar o candidato favorito do aparelho partidário.

Só pensei e toda a semelhança com algum caso concreto, é mera coincidência.”Tentativa de Desestabilização: Para a oposição, qualquer controvérsia interna no partido no poder é encarada como uma oportunidade para alimentar a polarização, desviar o foco da governação e fragilizar a coesão institucional do país.

Falsa Vitimização: A convergência entre narrativas de figuras descontentes e os interesses de partidos concorrentes evidencia que a tentativa de criar um estatuto de “mártir” serve apenas agendas político-partidárias externas, e não o fortalecimento da democracia angolana.

Coesão e Foco no Desenvolvimento: O país e as suas forças vivas beneficiam de estabilidade política e de um debate focado na resolução dos problemas concretos dos cidadãos (diversificação da economia, emprego e bem-estar social), e não em disputas de facção ou vitimizações pessoais.

Renovação com Responsabilidade: Um processo de sucessão ou disputa de liderança saudável faz-se através do debate de ideias, do respeito pelas normas e do fortalecimento da democracia interna, e não através da tentativa de contornar os tribunais ou os órgãos estatutários do partido.

Mas o mais espantoso é a tentativa de criar um cenário na Nação angolana que a governação é à vez, ora agora ficas tu, depois vou eu, e desta mentalidade emergiu uma seita que acredita plenamente que é assim e que agora chegou a vez deles, sem que se apresentem como alternativa credível capaz de captar o apoio da cidadania.

João Manuel Gonçalves Lourenço, sabiamente e resilientemente, percorreu um caminho silencioso que quase permitiu interpretações de solidão, mas renovou internamente o MPLA, higienizou o Estado, integrou Angola globalmente, gerou confiança, estabilidade, e com certeza constituiu um núcleo de sua confiança consubstanciado na solidez da sua credibilidade interna e externa, e que será capaz de assegurar a democracia, garantir a liberdade, e manter viva a esperança da concretização em 2027, da Nova República.