Serviu obediente e silencioso José Eduardo dos Santos, sentou-se à direita do chefe como cordeiro subserviente, foi proscrito por incompetência, apelando à misericórdia de “Zédu”, Marcolino Moco, recebeu guia de marcha para a CPLP, onde andou por terras lusas a conspirar contra a chão que o viu nascer.
Movido por interesses inconfessáveis, subiu ao palco da insanidade para dizer-se imparcial, e de seguida disparar o arremesso da servidão: “Marcolino Moco acusa MPLA e João Lourenço, de “falta de vergonha” e critica perseguição a pré-candidato”.
Basta recuar a 2017 para constatar como como Moco apoiou e cobriu de elogios João Manuel Gonçalves Lourenço, só que como a outros incompetentes e corruptos encartados e reconhecidos, o Senhor Presidente da República não se deixou levar politicamente pelos assistentes de tanatopraxia.
Marcolino Moco, é hoje um residual político, eu sei, é desprestigiante, angustiante, ele também sabe, que nem na sua terra natal ganharia uma eleição autárquica, visitei a sua casa em Ekunha, e quem me acompanhou nem queria acreditar, nem um vidro inteiro, está como a casa da Mariquinhas, nas janelas tinha tabuinhas. Caro Senhor, tenha vergonha…!!!
Mas como sempre uma brigada tem vários generais, uns verdadeiros, outros de família, outros ainda de aviário, por por fim temos os auto-promovidos déspotas conspiradores, como é o caso de Lukamba “Miau” Gato, feito monarca Mbundo, e agora no papel de historiador de inspiração na supremacia tribal.
Enviou o seu capataz da coutada para os Estados Unidos da América, para gastar uma mão cheia de dólares, visitar a família da segunda esposa (é moda na UNITA), e aproveitar ver um joguito do Mundial de Futebol.
Nos intervalos vai tirando umas fotos, fazendo umas selfies, e entretanto curada momentaneamente a depressão e visitas guiadas pagas a peso de ouro, o líder subserviente, bacharel tirano psicopata intrujão, ACJ “Betinho”, vai agredindo Angola e o seu Presidente da República, vai apunhalando a democracia porque goza de liberdade, e apela repetidamente aos caçadores de tesouros que intervenham em Luanda para que possa haver uma alternância sem capaz de ser alternativa.
Enquanto isso, o poderoso Chefão, inspirado no grande filme com Marlon Brando e Al Pacino, de Francis Ford Coppola, Lukamba “Miau” Gato, também veio a terreiro e escreveu:
“Após um longo consulado, José Eduardo dos Santos conquistou um estatuto singular dentro do seu partido e do Estado, acumulando prerrogativas que dificilmente voltarão a ser atribuídas a outro líder nas mesmas circunstâncias.”
Após tecer uma visão catastrófica para o MPLA e o País, continuou:
“Nenhuma organização política permanece forte se não conseguir conciliar continuidade com renovação. A história demonstra que os partidos que sobrevivem às mudanças do tempo são aqueles que criam mecanismos institucionais capazes de assegurar transições naturais, sem dependerem exclusivamente do carisma ou da autoridade de um único líder.”
Meu caro Lukamba “Miau” Gato, a política nobre faz-se de escolhas, mérito, conhecimento, exemplo cívico, prestígio conseguido ao serviço da Causa Pública, com ética, moral, escolhas, verticalidade e pleno respeito pelas instituições do Estado. O senhor alguma vez levantou a voz, teve a ousadia ou a liberdade insultar, denegrir, contrariar, afrontar o seu líder Jonas Malheiro Savimbi, que liderou a sua UNITA da fundação em1966 até à sua morte em 2002 (36 anos), covardemente traído peloGalo Negro que hoje cacareja na capoeira da UNITA em Viana, onde hipocritamente, como pigmeus políticos ousaram dar o seu nome ao local da conspiração?
Eu sei que a UNITA, por imperativo de compromissos obscuros, alinha no mesmo diapasão de Higino Carneiro, Amnistia para todos os corruptos, terroristas e foragidos, limpeza dos opositores e servidores tóxicos (para evitar cobranças), e convidar a FLEC para um acordo num lugar qualquer sob égide dos especuladores, à boa maneira de Stalin, Mao, Pol Pot, Hitler e Mussolini.
Mas mesmo em tempos de sementeira de ilusão, há um Povo que resiste, que trabalha, que carrega todos os dias o progresso, acredita no desenvolvimento e tem esperança no futuro, e às tentativas de aventureirismo sabe dizer não.
É esta força movida pela intangibilidade da alma, mas que se materializa na crença, que consolida e democracia, garante a liberdade, apoia o Estado de Direito, e em 2027, soltará o grito da Nova República.

