O Meu Amanhã para ANGOLA

ByKuma

28 de Junho, 2026

O sol nasce sobre a Baía de Luanda, mas a luz que bate nas águas já não é a mesma de outrora. Há uma clareza diferente no ar. Os anos vão de 2017/2022/2027, anos que todos na terra dos embondeiros chamavam de os “Anos da Viragem”, o marco inicial e da concretização da Nova República de Angola.

Durante décadas, a narrativa do país tinha sido escrita com tinta de petróleo e linhas de desigualdade. Mas o esgotamento das finanças públicas por uma “seita déspota” saqueadora do Erário Público e a pressão de uma cidadania representativa de mais de 70% da sociedade, aliada à determinação inquebrantável da liderança de João Manuel Gonçalves Lourenço, forçaram uma metamorfose. A Nova República não nasceu de uma guerra, mas sim de um compromisso com todas as gerações e uma nova postura interna e externa, que confere confiança, desenvolvimento, dignidade e esperança no contexto global.

Corredor do Lobito: Um dos Pulmões da Mudança

O Corredor do Lobito, que vai do litoral de Ombaka, atravessa Planalto Central, Huambo e Bié, e vai para lá do Moxico até à RDC e Zâmbia, é raiz transformadora de desenvolvimento e descentralização, que já está a dar frutos, com a capacidade visível na agropecuária, no turismo, e no comércio a partir do Porto do Lobito e da Zona Industrial da Catumbela, com o Huambo a tornar-se na Cidade do Conhecimento, com politécnicos fundamentais na formação de Regentes Técnicos Agrícolas e Técnicos de Veterinária.

É o início de uma longa caminhada, a aposta no futuro que esperou e desesperou por uma oportunidade, lavar-nos-á a laboratórios de biotecnologia e universidades interligadas, e uma exploração do Turismo massificada, de Cabinda ao Cunene, do Mar ao Leste. Aeroportos, hospitais, hotéis, rios, cascatas, fauna, floresta, natureza generosa, gastronomia, a Palanca Negra gigante, a Welwitschia Mirabilis, enfim, um território abençoado, e por isso invejado.  Há uma nova geração que é o rosto dessa transformação. Ela já não cresceu a ouvir o som das armas, mas sim o clique das oportunidades e o sussurro das turbinas da transformação.

“O nosso petróleo agora vem da terra, mas não se esgota. Chama-se engenho,” costumavam dizer os nossos avós, os veteranos que olhavam para os campos de milho, arroz e batata, com lágrimas de esperança nos olhos. Lá no sul, outrora fustigado pela seca cíclica, a água já chegou para as pessoas e para as manadas e rebanhos, será a continuação do próspero Lubango, como interface ferroviário que liga o Paraíso do Namibe, à terra virgem do Cuando Cubango. O tempo fará, com esta aposta do Senhor Presidente da República, e na continuidade por ele assegurada, o emergir o fermento dos novos amanhãs geridos inteiramente por quadros angolanos.

A Concretização

O grande pilar da Nova República será a reforma constitucional que não é um imaginário Pacto de Partilha de Poder, poder-se-á chamar Pacto Social e Político da Refundação.

Cada uma das províncias, a meu ver, passará a ter mais autonomia e gerir as suas receitas locais, gerando uma competição saudável pelo desenvolvimento, mas com responsabilidade e escrutínio do Estado Democrático de Direito.

A corrupção, que no passado parecia uma doença crónica, continuará a ser combatida não apenas com tribunais, mas com transparência absoluta. O cidadão comum, no seu telefone, conseguirá ver para onde vai cada cêntimo dos impostos.

O Presente e o Futuro

No palácio presidencial em Luanda, o último Presidente eleito pela atual Constituição, zelará pela transparência geradora de confiança, a meu ver deverá ser ainda um militar até à consolidação democrática de Todos os Poderes do Estado, dando-lhes estabilidade, meritocracia, com hierarquias respeitadas e exigência de probidade, ética, moral e respeito pela Coisa Pública.

Depois das conquistas, realizar o sonho acalentado a Libertação Nacional, à noite, ao luar, ao som do semba, kizomba, kuduro, merengue, e porque não uma Morna para curtir o “roço” e a saudade, para lá de mim, olho do além a mistura com dos sotaques da diversidade, dos alunos, médicos, técnicos, cientistas e turistas de todo o mundo. A Nova República será o estandarte do esforço e resiliência, sem burocracias traumatizantes, e dores de cabeça das marcas do passado que teimam a apagar-se. Mas haverá uma diferença fundamental: o futuro já não pertencia a um pequeno grupo. Dar terra a quem a trabalha, valorizar quem carrega o desenvolvimento conquistando a modernidade, ousando sonhar em Umbundu, Kimbundu, Kikongo, Chokwe, Kwanyama, Nganguela, Fiote, e tantos outros entrelaçados com o português, num abraço de diversidade e fraternidade patriótica identitária nacional.

Este é o meu amanhã, finalmente, encontrado a sua verdadeira independência na Nova República.