Não quero e não devo aqui assinalar nomes nem locais, mas no Bié, Huambo e Cuando Cubango, há uma atividade organizada de garimpeiros, equipados com máquinas e geradores, e guardados por verdadeiros exércitos armados, afastados das vias principais de circulação.
É tudo controlado por antigos generais da UNITA, conhecedores do terreno, com circuitos organizados de escoamento cuja rede se estende até ao Botsuana.
Neste momento a maior rentabilidade está no ouro, em 2025 diz-me um capataz marginalizado, que as caravanas levaram para o exterior mais de uma tonelada, ainda assim os luxos exibicionistas na capital e no estrangeiro contrastam com uma autêntica escravatura no terreno, onde não escapam à servidão voluntária velhos e crianças.
É triste, muito triste, porque é humanamente incontrolável, está na essência do homem, mas a partir de Luanda chegam a alguns locais cabazes opíparos, roupas e perfumes, para os Sobas, autoridades administrativas e policiais locais, que a cidadania ter bem assinalados mas que estão, também silenciados pelo medo.
Gente que aparentemente se digladia em Luanda, vivem harmoniosamente nos locais de exploração, enquanto isso, há na capital cada vez mais carnaval permanente oposicionista para entretenimento altamente rentável.
Sei que existe um problema, não sei qual a solução, imagino não ser fácil face à dimensão territorial, infelizmente há fronteiras ainda erguidas por uma clandestinidade representada no Parlamento Nacional,são resquícios enraizados na Libertação Nacional, passará com por uma alteração profunda do espectro político nacional, inevitável após 50 anos da conquista de uma cidadania identitária, Angola está libertada, está a consolidar a democracia, vive em liberdade, em 2027, por exigência de um rumo para o futuro, haverá mudanças que virão com a concretização da Nova República.
Quem São os Cúmplices…?

