Um jornalista amigo quis publicar um artigo sobre três boas iniciativas do Executivo. Não conseguiu. Nenhum dos ditos portais ou jornais “independentes” aceitou a ideia. Mandaram-no sempre para a TPA ou Jornal de Angola.
Assim, se demonstra que a liberdade de imprensa dos “independentes” e das oposições só se aplica a eles mesmo. Nada para os outros, os verdadeiramente independentes. Os seus gritos de liberdade são pura hipocrisia.
E quais são as três boas inciativas:
A inauguração do parque cientítico e tecnológico de Luanda, o programa de emprego para os jovens e o anúncio de fortes investimentos para potenciar o turismo.
No plano estrutural, reposicionam Angola num ciclo de modernização económica, diversificação produtiva e criação de oportunidades num país cuja economia permaneceu excessivamente dependente do petróleo durante décadas.
A sua relevância ultrapassa o calendário político: trata‑se de intervenções com potencial para alterar trajetórias de desenvolvimento.
O Parque Científico e Tecnológico de Luanda é particularmente importante porque introduz, de forma institucionalizada, um ecossistema de inovação que Angola nunca teve em escala.
A criação de infraestruturas para investigação aplicada, incubação de empresas e transferência de tecnologia permite aproximar universidades, empresas e Estado, reduzindo a distância histórica entre produção de conhecimento e economia real.
Países que conseguiram diversificar — do Ruanda ao Vietname — fizeram-no através de plataformas semelhantes, capazes de atrair investimento, formar quadros altamente qualificados e estimular sectores emergentes como TIC, biotecnologia, energias renováveis ou serviços digitais.
Para Angola, isto significa criar bases para um crescimento menos vulnerável aos ciclos do petróleo e mais alinhado com a economia global do conhecimento.
O programa de emprego para jovens responde a uma urgência social evidente: mais de metade da população angolana tem menos de 25 anos, e o desemprego juvenil permanece estruturalmente elevado. Iniciativas que combinam formação prática, estágios remunerados, apoio ao empreendedorismo e integração em sectores produtivos podem reduzir a frustração social, aumentar a mobilidade económica e reforçar a coesão nacional.
Além disso, ao inserir jovens em actividades formais, o Estado amplia a base fiscal, melhora a produtividade e combate a informalidade que domina grande parte da economia urbana. Trata‑se, portanto, de uma política com impacto directo na estabilidade social e no dinamismo económico.
Já os investimentos no turismo representam uma aposta estratégica num sector com enorme potencial ainda subaproveitado. Angola possui uma das costas mais extensas e preservadas de África, parques naturais de grande valor ecológico, património histórico singular e uma diversidade cultural que poderia sustentar um turismo sustentável e de alto valor acrescentado. Investir em infraestruturas, acessibilidades, formação e promoção internacional pode gerar emprego rápido, atrair divisas, estimular pequenas e médias empresas e revitalizar economias locais fora de Luanda. É também uma forma de melhorar a imagem externa do país e de reforçar a integração regional, sobretudo no contexto da SADC.
Em conjunto, estas três iniciativas apontam para um horizonte de transformação económica que não depende apenas da lógica partidária.
São medidas que contribuem para um desenvolvimento mais equilibrado, inclusivo e sustentável.
É por isso que o debate público deve ir além da disputa partidária e concentrar-se na qualidade da implementação, na capacidade de gerar resultados e na construção de instituições que garantam que estas iniciativas se tornam políticas de Estado, e não apenas de governo.
Isto as oposições não entendem. Só entendem o “dizer mal.”

