Não estão vivos os precursores da democracia, nenhuma liderança no mundo não tem oposição, mas a democracia exige do Poder e Oposição lealdade, respeito e civismo porque ela emana do Povo e representa o Estado que de todos os cidadãos de bem, por isso tem autoridade para punir os prevaricadores. A democracia assegura a liberdade através de leis abstratas inquestionáveis, e exige comportamentos éticos e morais que regulam o espaço de cada um, mas também, e sobretudo, o espaço e integridade alheia.
Desde que se iniciou em 2017 a Nova República, que culminará com uma Nova Constituição, a oposição em Angola em democracia e a liberdade ergueu-se do silêncio cúmplice vendido a troco de mordomias e partilhas comprometedoras, e lançou-se num ruído que eco decibéis vazios. Perdida, comprometida, sem saber onde está e para onde quer ir, vive obcecada num objectivo: O Poder.
Timidamente em 2017 ainda estavam debaixo da sombra de quem tudo lhes deu a troco de silêncio, já em 2022, obrigados à sobrevivência política, optaram pela via da confrontação institucional, pessoal, sustentadas por ameaças permanentes, criando um exército aliado com outros a quem o Erário fechou a torneira, que juntos sustentam um exército digital com táticas terroristas inaceitáveis. Atingem Órgãos de Soberania, magistrados, políticos, formando um estado rebelde dentro do Estado.
No caminho para 2027, cumprindo-se um preceito constitucional, Angola terá um novo Presidente da República. Quantos nomes já foram lançados para a fogueira? Não vou enumerar porque a lista é extensa e fastidiosa, é um jogo perigoso que abre um precedente, ninguém garante que o candidato da oposição venha a ser quem se perspectiva, é notório que vem cada vez mais à tona uma alternativa que vai ganhando expressão mediática nas bases descontentes e fragmentadas. A UNITA é cada vez mais uma manta de retalhos, só o imbecil intrujão ainda não percebeu.
Mas há também os traidores aveludados infiltrados. João Manuel Gonçalves Lourenço acredito que saiba que tem à sua volta elementos que vão de comprometidos a ambiciosos, que vacilam na fidelidade e nas opções, são o calvário de uma liderança que teve no seu percurso infidelidades como a do ex-Procurador Geral da República, Hélder Pita Grós, que se aguentou até cumprir a sua missão, ilibar Kopelipa e ser conivente o suficiente com Isabel dos Santos e enrolar o Processo de Carlos Manuel São Vicente.
Mas há hoje mesmo elementos do executivo, ministros, conselheiros e governadores provinciais, que trilham tibiezas e caminhos ínvios, e que têm subrepticiamente impulsionado campanhas presentes e futuras contra a liderança de João Manuel Gonçalves Lourenço no MPLA, e insinuando cobras e lagartos contra Fernando Garcia Miala.
São estes vícios que vêm de longe que subsistem teimosamente através de uma geração residual, que sempre planeou Angola como sua coutada, e que o Senhor Presidente da República, hábil e silenciosamente tentou estancar. Muito foi conseguido, além da determinação é necessário tempo, são transformações demoradas que exigem continuidade, é uma exigência da democracia para assegurar a liberdade e o desenvolvimento, os resultados positivos estão à vista, a cidadania já entendeu, é este o caminho que o MPLA com a responsabilidade de se regenerar, tem de trilhar até a concretização da Nova República.
Qual o Próximo Alvo…?

