O Galo Negro acertou na moche quando decidiu atribuir cinicamente às suas instalações em Viana, o nome de Jonas Malheiro Savimbi. Estão instalados mistérios que petrificaram mentalidades, casa dos horrores, sonhos e fantasias, personagens imaginários, iluminações mágicas, que contagiaram um bloqueio mental gerador de depressões e alucinações pós-traumáticas de adolescência.
Do líder deprimido pela subserviência aos capitães ungidos pela presunção, do poderoso chefão aos feitiços de um polvo que sabe subalternizar, dos modelos eróticos de nova geração ao ressurgimento dos comandos das FALA, há um embrulho de posturas e narrativas hilariantes, racionalmente desproporcionais, impulsionada por uma reação epidérmica que reflete a vacuidade do vazio político que povoa a mentes.
O líder maquilhado, em retrato pomposo, postou junto de um posto de abastecimento de combustível, reagindo ao preço do gasóleo, criticando os últimos 50 anos de governação, apresentando propostas faraónicas e apresentando exemplos do tempo colonial, feitos conseguidos por um plano inconcebível e inaceitável exploração de mão de obra escrava nacional. Foi a UNITA quem mais destruiu infra estruturas industriais, culturais, e agora vem apresentar exemplos do Dubai e outros paraísos que, juntos, cabem na cidade de Luanda.
Angola produz energia suficiente para o País, mas é necessário transportá-la, distribuí-la, instalar e cobrar o consumo. Foi a UNITA que sabotou barragens, destruiu linhas de transporte de energia, e agora surgem como paladinos do milagre de transportar energia através de telepatia ou satélite. Serão os feitiços da Jamba?
Agora apresenta no cartaz pomposo do seu líder, a apresentar uma proposta de mini refinarias provinciais capaz de suprimir preços e gerar abundância de combustíveis a preços de banana. Os Parplaines e gasodutos que teriam de retalhar o território nacional teriam custos que mentes ocas jamais conseguiriam contabilizar, só mesmo gente insana consegue colocar tal proposição. Será da universidade da Jamba?
Isto numa fase em que o capitão ungido pelos “Cazumbilis” prendem com “londowes” a vontade de um confronto inevitável pela liderança do Galo Negro? Zangas na grande família déspota que já está a viver momentos de conflito com a radicalização fugidia de Abel Chivukuvuku, que nem o poderoso Monarca consegue reconciliar. São os ajustes das traições da Jamba.
O espaço político tóxico sitiado na capital, com oportunismo e dependências a discutirem lã caprina e outras superficialidades, a governação segue o seu rumo e aproxima-se a hora em que o MPLA vai ter de assegurar uma linha intransponível ao aventureirismo ruidoso, mais do que nunca é necessário promover um novo espectro partidário na oposição, renovado, responsável, dialogante com seriedade, sem Pactos fantasiosos, sem miragens irrealistas, capazes de proporcionar uma alternativa com rumo, com protagonistas credíveis, João Manuel Gonçalves Lourenço, com determinação atravessou a tempestade, venceu a tormenta, e ruma com segurança para porto seguro, pode emprestar ao MPLA toda a sua experiência enquanto Presidente da República, transmitir aos vindouros, com respeito pela democracia e liberdade num Estado de Direito cada vez mais consolidado, e com caminho aberto para a concretização da Nova República.
Mistérios e Fantasmas

