Inconsciência Consciente

ByKuma

7 de Maio, 2026

Angola atravessa uma fase realista com o derrube de máscaras dos complexados, conquistámos a Paz mas estamos muito longe de uma verdadeira reconciliação nacional. Calaram-se as armas mas a motivação permanece, só que as armas travam-se, mas a língua e a mente descarrilam e as divergências perpetuam-se e as tensões silenciadas pelo inimigo, revelam-se agora em fricções internas no mesmo quartel.
Há quem se mova pela insaciabilidade do Poder, outros serpenteiam atrás do perdão, e há quem sustente a ambição com voluntarismos ignóbeis, por se terem transformado em ricos escondidos do medo, e pior, odiados pelos cidadãos pela falta de vergonha rotulados de ladrões e oportunistas.
Temos casos evidentes que carecem de psicanálise, são frequentemente associados à “pulsão de morte” e a um “sentimento inconsciente de culpa”, resultando na necessidade de punição, para tal desfilam em derradeiras aparências para expiar os pecados. Outros, crentes da sua banalização porque confundiram dinheiro com capacidade intelectual, podemos classificá-los dentro dos ensaios do psiquiatra alemão Richard von Krafft-Ebing em 1886, baseando-se nas obras de Leopold von Sacher-Masoch, cujas histórias retratavam personagens que sentiam prazer na dominação.
Vivemos uma fase de loucura à solta, manhosa e perigosa, surgem em seita ordenada, sabem que não vão a lado algum mas como abutres preferem sobreviver nos escombros da maldade, é uma idiossincrasia contagiosa que atingiu o apogeu com a caducidade no horizonte.
A UNITA tornou-se uma mentira museológica, o Galo Negro ficará na história como uma figura rupestre, o monarca Mbundo, reizinho Lukamba I (o lavrador), cavou a sepultura para o moribundo bacharel tirano psicopata intrujão, ACJ “Betinho” de Quinjenje, e a festa está garantida pelo músico Sapiñala e pela dançarina Irina Diniz. A certidão será anunciada pelo Dachala (orador) e ata lavrada pela escrivã Mihaela Webba. O cangalheiro será o proscrito Chivukuvuku, sem caixa térmica.
No MPLA, entre proscritos, desfiliados e indigentes, sobressaem nomes repetidos, uns politicamente mortos, outros ressuscitados, alimentados de vingança, chantagem, todos irmanados na maledicência e no frenesim de tentar regressar ao passado.
O que quer Higino Carneiro?
O que quer Dino Matrosse?
O que quer Carlos Feijó?
O que quer Hélder Kopelipa?
O que fazem os alienados, Rafael Marques,Rosado de Carvalho, José Gama, Albino Pakisi?
O que fazem os terroristas políticos, Graça Campos, David Boio, Nelson Gangsta, Marcolino Moco, Raul Diniz, Luaty Beirão?
O que irão fazer agora que, surpreendentemente está em Luanda o pai da corrupção angolana, o rosto da fraude reconhecido internacionalmente, que num hino à falta de vergonha e uma afronta à dignidade da cidadania angolana, o Corrupto-Mor, Manuel Domingos Vicente, também quer ser candidato à liderança do MPLA para ser presidente da república?
O veneno propaga-se de tal forma que se engole a ele próprio, Angola não pode estar exposta nem vulnerável a este desfile carnavalesco, o Estado está a fazer o seu caminho, granjeou respeito, conquistou dignidade, ganhou confiança, há consciência que há um núcleo liderado pelo Senhor Presidente da República que tem sido o garante da estabilidade democrática e da Ordem Pública, tem resistido silenciosamente às provocações quotidianas, é quem em mãos o caminho da Nação rumo ao papel reservado no contexto global, pesem todas as vicissitudes da instabilidade internacional, há liberdade assegurada no País.
É expectável que o ruído vá inchar com o aproximar da realização do Congresso do MPLA, é normal um universo de percepções diversas, mas terá de haver responsabilidade e respeito, não procurarem-se protagonismos pessoais em busca de interesses obscuros, entre 60% e 70%dos cidadãos nacionais já nasceu depois da Independência Nacional, nunca houve tantos angolanos qualificados, é normal que haja uma renovação, já não vivemos tempos de hereditariedades, vivemos a consolidação de democracia, demos passos significativos em 2017, foram reforçados em 2022, e temos em 2027 a nova etapa que com esperança em novos amanhãs, iremos festejar a Nova República.