Buzivuleva Tóxica

ByKuma

5 de Maio, 2026

Na corrida desenfreada no hospício ambulante, ele e elas disputam o prémio do maior ruído, aceleram como loucos, mas jamais chegarão à meta porque vão espatifar-se na pista com muitas curvas. São ruidosos alienados suportados por boxes especializadas, mas vai faltar-lhes combustível porque gastam demasiado nos treinos. Todos querem ser campeões, os ruidosos na pista e os silenciosos nas boxes, e quando nenhum chegar ao fim porque faltou o fundamental, uma buzina funcional e resistência para suportar a exigência chegar à meta.

Multiplicaram-se os franco atiradores no MPLA, nenhum apresenta um programa, uma causa, substrato para cumprir o que lhes é exigido, todos eles coincidem na base: falar mal de João Manuel Gonçalves Lourenço e Fernando Garcia Miala, denegrir o Governo e o SINSE, e fazem-no com uma metodologia oposicionista interna partidária, com o pressuposto que seriam presidentes da república.

Escabroso e ignóbil é constatar o facto de serem militantes de base comandados por gente que integra o governo, que usam material do Estado para dissimular intrigas, e mais grave, escutarmos o silêncio ensurdecedor dos implicados, que aos olhos do público assenta-lhes a culpa e falta de vergonha de serem traidores e covardes.

Há nomes que não vou citar pela sua insignificância, mas vieram para a rua, correram o País e o mundo, Manuel Homem, Edeltrudes Costa, mais obscuramente Rui Falcão, que impunha a dignidade política e intelectual, que colocassem publicamente os seus lugares à disposição do Senhor Presidente da República.

Em nenhum momento alguém ouviu João Manuel Gonçalves Lourenço e Fernando Garcia Miala, assumirem-se como candidatos ao que quer que seja, continuam empenhados nas suas responsabilidades de Estado, e os seus nomes surgem naturalmente pela capacidade, conhecimento, experiência e resiliência que os cidadãos sabem ser fundamentais para prosseguir a exigente tarefa governativa.

Desta corrida ruidosa não sei se algum chegará sequer a ser candidato oficial, vão tentar metamorfosear a sua insignificância em vitimização, vão faltar assinaturas, vão falhar apoios, irão trair-se uns aos outros, sempre tentando resguardar-se na culpa alheia.

A facto de virem a público nomes que integram o aparelho de Estado, como Manuel Homem, Edeltrudes Costa, Rui Falcão, Carlos Feijó, indicia logo à partida uma falta de carácter e ausência de escrúpulos que os tornam vulneráveis, é um misto de falsidade e oportunismo e que demonstra a grandeza do Chefe de Estado ao ignorar e desvalorizar, permitindo que se revelem aos olhos dos cidadãos a índole rasca e traiçoeira com que pautam a sua postura no serviço público.

É bem possível, como acontece com Higino Carneiro, Dino Matrosse, Manuel Vicente, Isabel dos Santos e Kopelipa, e até Hélder Pita Groz, que se posicionem como facilitadores da tarefa da UNITA em querer ser governo e garantir-lhes o perdão, é baixeza política, é apunhalar o MPLA, e é uma traição patriótica sem perdão. São anotações que devem começar a ser contabilizadas, o contexto global não se compadece com irresponsabilidades, a instabilidade política internacional afecta todos as países, extremismos, fundamentalismos, radicalismos, causas homofóbicas e xenófobas, obrigam a equilíbrios e pautam exigências que obrigam muita experiência, não há espaço para aventuras, o desafio transformador impõe continuidade, parcerias, relações assentes na confiança, é toda esta prescrição a que obedece o silêncio da responsabilidade, de quem sabe que o futuro está nas mudanças e adaptações contínuas que irão culminar, sempre em liberdade e democracia, na Nova República.