O crescente sentimento de impunidade trouxe à tona uma realidade idiossincrática abrangente, os hábitos criaram facilitismos, fez emergir a corrupção que institucionalizou o enriquecimento fácil e ilícito, que acomodou uma pseudo elite endinheirada que não aceita a normalidade de funcionamento de um Estado de Direito com regras estabelecidas.
Essa impunidade e livre arbítrio que foi dado à UNITA, contagiou agitadores, ativistas, jornalistas, e na ânsia frenética do caos, da anarquia, e de vinganças mesquinhas, arrastou para a arena enlouquecida militantes do MPLA que por incompetência, rebeldia e incumprimento estatutário, uns foram proscritos, outros auto excluíram-se, e tentam encontrar protagonismo efémero porque tropeçam nas suas insuficiências.
Qualquer governante imbuído de boa vontade na promoção de mudanças, colide na falta de quadros qualificados capazes de desafiar o futuro com regras hierárquicas, já foi bem pior, mas ainda há lacunas inerentes aos vícios adquiridos ao longo do tempo.
É absolutamente normal que a realização de um Congresso eletivo do MPLA gere expectativas, está sempre subjacente no horizonte o Estado, nasceu, cresceu e evoluiu à sua imagem, aconteceram grandes transformações, umas boas, outras menos boas, mas assim se fez o caminho de uma Nação jovem na busca da sua identidade.
Infelizmente há militantes que não conseguem atingir a dimensão desse feito, fizeram de Angola uma coutada, interiorizaram que era deles, e possuídos de extrema cegueira fazem um cerco à governação, lutando contra o vento, e revelando insaciabilidade.
O Galo Negro aplaude e fomenta, senta-se com eles no quintal, mas mesmo assim há desentendimentos inesperados. José Maria queria ser mandatário de Higino Carneiro, Bornito de Sousa incompatibilizou-se porque queria ser ele o herdeiro de Nandô. O líder subserviente da UNITA, bacharel tirano psicopata, mais que intrujão, ACJ “Betinho” de Quinjenje, depois de receber fundos do monarca Mbundo, reizinho Lukamba I (o lavrador), arregimentou os ativistas internautas para intensificarem os ataques, ele precisa de vítimas para manutenção da liderança, mas Irina Diniz encontrou em Adriano Sapiñala a semente da trepadeira.
Está a eclodir em Angola uma convulsão não armada mas letal nas palavras,há movimentações estranhas e até surpreendentes, agora se compreende porque além de João Manuel Gonçalves Lourenço, o alvo é também Fernando Garcia Miala, os especuladores promotores de separatismo e da alienação de Angola a interesses estranhos, buscam terreno fértil para a desgraça, mas simultaneamente sentem que há um espaço impenetrável, patriótico, que encetou mudanças que exigem continuidade, daí o Senhor Presidente da República, em tempo oportuno, tenha traçado o perfil do futuro Chefe de Estado. Experiência, conhecimento, liderança, fidelidade patriótica, e preocupação no percurso democrático, com liberdade e Ordem Pública, apanágio de uma Nova República

