Sabotagem é Crime

ByKuma

17 de Dezembro, 2025

Há quem não tenha entendido ou feito ouvidos moucos, à mensagem de firmeza, autoridade e determinação subjacente à mensagem do Senhor Presidente da República, e por incrível que pareça, essa tendência torna-se gigantesca face à repetida posição minimalista e até omissa, do Parlamento Nacional.
Já não é a primeira vez que se verificam sabotagens nas linhas de distribuição elétrica nacional, património do Estado, o que mereceria de imediato uma posição na Assembleia Nacional, contra esta barbárie e de apoio inequívoco às autoridades de segurança, para que se sintam legitimados em busca de responsabilidades para que a culpa não morra solteira, e para que combater o sentimento de impunidade quando se agride património do Estado.
São vícios antigos, usados como arma de combate político, paralisa-se assim a distribuição de energia, como tantas vezes paralisou e destruiu vias ferroviárias e rodoviárias, em detrimento da prestação de serviços aos cidadãos.
Desta vez foram as províncias de Benguela e Cuanza Sul. É vandalismo puro, só entendível como arma de arremesso político, a quem interessa? Quem ganha com isto? É uma forma de atingir o alvo habitual, o Senhor Presidente da República e a Autoridade do Estado.
Já não é fácil edificar a obra impulsionadora do progresso, destruir infra-estruturas básicas de importância vital, é alimento para o ataque habitual ao falso imobilismo governamental, e quando as autoridades de reconhecido mérito chegam aos culpados, aparecem logo em uníssono as vozes agourentas a tornar vítimas os terroristas, como bodes expiatórios da eficácia e razão da tutela da Ordem Pública.
É também o retrato de quem não se adapta ao tempo novo da construção da modernidade, há obras de monta refeitas mais que uma vez, multiplicam-se custos, causam transtornos, atrasam-se objectivos, gera-se desconfiança, decapita-se a autoestima, enfim, é tempo de colocar um travão sem condescendência, doa a quem doer, é hora de transparência sem tibiezas, é tempo de responsabilidade.
Espero que o Grupo Parlamentar da Maioria, sem hesitações, coloque já um Voto de protesto na Assembleia Nacional, contra os prevaricadores, e após conclusão da fiscalização das autoridades de segurança, possa, se necessário for, solicitar uma CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito rigorosa, para que se apure quem tem a responsabilidade do ato hediondo.
Assim se faz em democracia, assim se exerce o Poder que emana do Povo, mais, assim se justifica o exercício do deputado, na sua honra, na sua dignidade, sem sofismas, quem não deve não teme. É este o caminho inspirador da mudança, é com pequenos contributos que se semeia a esperança que vai, com certeza, germinar uma Nova República.