Depois dos surpreendentes feitos na realização de cirurgias de grau de dificuldade elevado, e de uma rede de Hemodiálise em expansão, e a perspetiva imediata na produção nacional de medicamentos, que muitos teimam ignorar por maledicência, distração conveniente, e ambições suspeitas, há factualmente um País real que vai para, muito à frente, da baixa política.
O mundo através das suas instituições supra-governamentais, imparciais e rigorosas, aplaude e regozija-se com as mais de 400.000 meninas adolescentes angolanas, vacinadas em todo território nacional, contra o cancro no colo do útero. Um feito notável de investimento e logística comparado com a exigência e urgência notáveis na Pandemia do COVID.
Temos ainda dificuldades, não são só nossas, elas derivam da ingovernabilidade da irresponsabilidade política de quem promoveu o êxodo de milhões de cidadãos para a periferia da capital, através do medo e de uma estratégia de caça ao Voto solidariamente tribalista, assente no calculismo de uma Oposição totalmente irresponsável.
O sufoco demográfico ingovernável, crescente a um nível nunca capaz de ser acompanhado com a criação de infraestruturas de toda a espécie, recursos materiais e humanos, a exemplo de outras paragens integradas em blocos regionais com desenvolvimento solidário, como é o caso de Portugal.
Hoje em dia, Portugal tem um Sistema Nacional de Saúde e escolar em colapso, com dificuldades que tornam incapacidade de respostas às demandas consequentes do fluxo de uma imigração descontrolada, do retorno de muitos emigrantes na terceira idade, e do fluxo exponencial de alunos em idade escolar.
Teimo neste ponto fundamental que fere o nosso desenvolvimento económico, social e literário, que fomentam para agravar, o surgimento de seitas pseudo religiosas exploradoras da fragilidade humana.
Pode um Governo resolver este desiderato sozinho? Não!
Sendo visível a abnegação e resiliência do Senhor Presidente da República, há exigências inadiáveis como a existência de uma Oposição credível e dialogante, patriótica, capaz de protagonizar um Pacto de Regime para Refundação do Estado, rever a Constituição da República, renovar as Instituições com meritocracia, lançarmos uma auréola de crença e esperança na cidadania, assente numa Nova República.

