Enche-me de satisfação pertencer a uma esmagadora maioria que, com independência e imparcialidade, sem filiação partidária, que tem uma visão nacionalista e lusófona e global, para emitir qualquer opinião sem constrangimentos.
Hoje vou debruçar-me sobre o Prémio José Aparecido de Oliveira, bienal, que agraciou até agora homens de grande relevo internacional, António Guterres, secretário geral da ONU, Marcelo Rebelo de Sousa, presidente de Portugal, Luis Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, Xana Gusmão, líder da Libertação de Timor Leste.
Por UNANIMIDADE e ACLAMAÇÃO, este ano foi atribuído a João Manuel Gonçalves Lourenço, Presidente da República de Angola.
1 – O chefe de Estado angolano é distinguido pelo “contributo ímpar para a projeção internacional da CPLP, especialmente para a implementação do Acordo sobre a Mobilidade entre os Estados-membros da CPLP” e “a criação do novo objetivo geral da CPLP, de cooperação económica”.
2 – “a integração dos princípios da representatividade e da igualdade de género nos estatutos da organização” e enalteceu também, “o percurso profissional na defesa das causas públicas e a liderança de processos regionais do continente africano”.
Como já referi, esta distinção foi decidida por aclamação pelo júri, constituído pelos representantes permanentes dos nove Estados-membros da organização junto da CPLP, reunidos em 15 de maio.
O prémio será entregue ao Presidente de Angola, “em cerimónia pública e solene, realizada à margem da XIV Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, prevista para decorrer em 27 de agosto de 2023, em São Tomé e Príncipe”.
Este lastro de Estadista, que incomoda muita gente, é o avolumar do reconhecimento do esforço, dedicação e competência vistas e sentidas, na paulatina ultrapassagem da pesada herança do passado e de todos os obstáculos de uma Oposição sistematicamente sabotadora, mentirosa, redutora e clandestina.
Mas há um reparo que vou manifestar por ser demasiado irritante, o laxismo e passividade da Maioria Absoluta do MPLA na Assembleia Nacional, demasiado contraída e silenciosa, incapaz de se ouvir num Voto de congratulações pelos êxitos conseguidos pelo Senhor Presidente da República, motivo mais do que suficiente para separar o trigo do joio.
À excepção das Forças Armadas e de Segurança Pública e do Estado, temos uma Angola acanhada nos seus Poderes Institucionais, o desenvolvimento do país exige visibilidade dos Poderes, nele reside a confiança dos investidores, está a faltar a voz da Maioria no Parlamento para complementar o quadro ideal de atração, e para contrapor o ruído da Oposição na rua.
É preciso debater, mas levar o confronto saudável para o lugar de eleição, e mesmo na Justiça, é confrangedor o silêncio do Parlamento.
Parabéns Senhor Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço.