Esclarecimento

ByKuma

20 de Outubro, 2026

Está muita gente viva, bem colocada, e estão vivos alguns intervenientes.
Nunca viajei um palmo de distância, nunca comi um almoço ou jantar, nunca recebi um cêntimo/centavo, de Jonas Malheiro Savimbi.

O pai de ACJ, viveu no Ukuma, trabalhou como motorista de camião (camião TRADER), de uma sociedade que pertencia ao meu pai, Fernando Augusto Gomes, e ao seu sócio Agostinho Tavares Rodrigues.

Frequentei a casa deles, fui sempre tratado com amizade pela mãe, D. Natália, pela irmã mais velha, Noémia (a quem o meu pai, mais tarde, arranjou emprego no Posto Administrativo de Quinjenge (mais tarde Administração Municipal). 

Joguei futebol com o irmão mais velho (já falecido), e tenho um irmão mais velho, Eurico Gomes (Nico), casado com a sua irmã Mélita, professora primária.

A Última vez que vi ACJ, num baile em Quinjenge, tinha eu 17 anos, e ele menos 10, e nunca me cruzei com ele em Lisboa ou noutro lugar qualquer. Eu conheço-o, se cruzar comigo na rua, ele não me conhece.

E não estou com Alzheimer, ao contrário do verme nauseabundo contagioso, que com suporte geriátrico, chafurda no lodaçal da trampa onde desaguam os esgotos de Malange.

Aliás, desde muito pequeno que ouvia dizer, se vires uma cobra e um malanjino, mata primeiro o malanjino.

E quem é ele?
Felisberto da Graça Campos
Cartão de Cidadão Angolano 000397321ME035
Nascido a 06/09/1959
Filho de Luís Campos e Suzana Campos 
Natural de Malange

Não conheço pessoalmente nenhum dos intervenientes das Conversas Essenciais, mas assumem-se como figuras públicas mediáticas, como tal, expostas à crítica e ao julgamento de quem eles tendenciosamente arreiam toda a sua ira de gente ressabiada e proscrita.

Acredito que Helena Prata seja uma distinta professora universitária, não conheço, não posso julgar, mas a sua postura permanentemente contra João Lourenço, o Estado e as suas instituições, deveriam, por isso mesmo, merecer uma visão mais ponderada e equidistante em defesa da sua intelectualidade.

Tenho em minha posse milhares de documentos, desde a Luta de Libertação, Governo de Transição, e muito do que consta dos Arquivos do Congresso americano, sobretudo no que diz respeito à UNITA, Jonas Savimbi sabia disso, e deu-me conta em Paris, na sua última viagem à Europa, no Hotel Royal Monceau, que estava a chegar ao fim e que tinha traidores dentro da própria UNITA. Tenho uma testemunha.

Poderia dizer mais, estou cansado, gasto e nostálgico dos sonhos que tive e se tornaram pesadelos, o meu Ukuma, terra protestante por influência da Missão do Elende das canadianas Miss Mary MacDonald e Kate Rutherford, foi berço da UNITA, famílias Chilala, Solunga, Caputo, Liaúca, Rufino, e tantas outras que me arrastaram para o Galo Negro, incluindo o Armando Chilala e o ArmindoSolunga, que foras meus professores.

O meu avô foi morto a pontapé no Lépi pelas FALA. Tive um sobrinho assassinado no Huambo pelas FALA. Tive um tio, irmão da minha Mãe esquartejado pelas FALA no Longonjo. Há testemunhas, investiguei, só mais tarde confirmei perante gente que está viva.

Mas não fui só eu, em vez de debitarem escárnio e maldizer, investiguem, não alinhem em doutrinas fragmentadoras e incentivadoras da indignação e desordem, a vossa vulnerabilidade está na forma e no conteúdo, e a presunção de preeminência de David Boio em nada me impressiona, é um complexado daqueles que instiga a própria sombra.

Leiam:  

A ideia é que Jonas Savimbi fosse à segunda volta das eleições, revela o antigo secretário de Estado americano para os Assuntos Africanos, Herman Cohen.

O Presidente angolano José Eduardo dos Santos obteve mais votos do que foi oficialmente anunciado nas eleições de 1992.

A afirmação é do antigo secretário de Estado adjunto para os Assuntos Africanos dos Estados Unidos Herman Cohen, que revela ainda que Jonas Savimbi teria sido um ditador “tirano” se tivesse ascendido ao poder.

Na obra The Mind of the African Strongman: Conversations with dictators, statesmen, and father figures (A mente do homem forte africano: conversa com ditadores, estadistas e figuras paternal), Cohen escreve que, após as eleições no final de Setembro de 1992, ele deslocou-se a Angola para se encontrar com o Presidente da República.

Nas conversas, José Eduardo dos Santos disse recear que Jonas Savimbi não iria aceitar o resultado das eleições.

“Por essa razão”, escreve o antigo diplomata americano, “José Eduardo dos Santos implorou ao presidente da Comissão Eleitoral independente para baixar o total de votos conseguidos por ele de 51% para 49% , o único resultado tornado publico, para que Savimbi pudesse ter uma oportunidade de ir à segunda volta”.

No capítulo referente a Angola, Herman Cohen diz que as relações entre os Estados Unidos e a Unita deterioraram-se a partir de então devido à recusa de Washington de classificar as eleições de fraudulentas, como exigido pelo partido liderado por Savimbi.

Cohen afirma ainda que, mesmo entre os apoiantes conservadores de Savimbi, o entusiamo pela Unita tinha diminuído.

Ele cita um dos seus grandes apoiantes, o senador Dennis DeConcini, como tendo dito que os Estados Unidos tinham dado a Savimbi o que ele queria, nomeadamente eleições livres, e que, portanto, a Unita tinha deixado de merecer o apoio americano.

O então Secretário de Estado americano James Baker foi mais longe e disse a Cohen que, com o fim da guerra fria, “a Unita tinha deixado de ser uma questão política quente no congresso”.

“Tínhamos sido inteligentes em fazer os acordos quando os fizemos”, escreve Cohen no seu livro, mas ressalta que “tínhamos de esquecer a Unita”.

Jonas Savimbi, escreve Cohen, tinha “um profundo conhecimento do povo angolano, especialmente das populações agrícolas da sua zona de origem”, mas considera que a sua campanha eleitoral foi um erro ao apresentar-se “como um líder da guerrilha, com armas e uma retórica que sublinhava a vingança”.

“As declarações de Savimbi assustaram praticamente todos os eleitores angolanos”, escreve Cohen, que diz ter ficado com “sentimentos contraditórios” quando soube da morte do líder da Unita.

“Ao ver o seu charme e sofisticação ao longo dos anos, bem como a sua legitima revindicação de ser o único verdadeiro africano entre os diversos combatentes da liberdade (em Angola), senti que ele deveria ter sido presidente de Angola”, reconhece Cohen que, no entanto, mais à frente acrescenta: “Mas depois de ver o crescimento do seu ego e a sua arrogância autoritária ao longo dos anos, senti no meu coração que o povo de Angola tinha evitado o Governo de um discípulo tirano de Mao Zedong”.

O livro do antigo secretário de Estado Adjunto americano para os Assuntos Africanos foi lançado este ano nos Estados Unidos