Procurei no dicionário uma palavra que qualificasse o tirano das milícias midiáticas, Graça Campos, mas apenas encontrei vocábulos no vernáculo; por isso, deixo a escolha ao arbítrio de cada leitor.
Não sou transfuga nem proscrito, muito menos prisioneiro de uma liberdade qualquer. Neste mundo cada vez mais alheio, sou livre na plenitude da essência da dignidade humana.
Não vivo na proeminência erudita perante ninguém. Vivo de razões que a razão do imbecil Graça Campos desconhece. Acreditei, lutei, confiei e fui traído; até sonhei, mas fugi dos pesadelos e dos fatalismos aos quais muitos amigos e familiares meus não tiveram tempo nem oportunidade de escapar, pagando com a própria vida.
O MPLA de Graça Campos esgotou-se em 2017. Era esse o MPLA que o mantinha em silêncio, que lhe colocava adesivo na boca. Enquanto eu lutava pelo meu chão, este carrasco digital andava feito “lambe-cus” nos jornais que agora ataca ferozmente, e que são precisamente o que ele ajudou a construir.
É absolutamente normal, linear, que os proscritos enraivecidos encontrem abrigo na capoeira de Adalberto Costa Júnior “Betinho”, são ordens do patrono Lukamba “Miau” Gato, regulador das milícias e avençados. São todos doutores e generais, reis e rainhas, vassalos de José Eduardo dos Santos, que até em coma no leito de morte, queriam um retrato para matar a saudade.
Este resquício de gente em caudalosa decomposição alimenta-se de covardia e arrogância, embriagando-se de presunção até que alguém o confronte, cara a cara, com o exalar acrimonioso da realidade.
Não pertenço a nenhum partido do espectro político angolano. Há muito carrego comigo apenas uma paixão: Angola. Gostaria de adivinhar o futuro com a mesma certeza que tenho do passado, e o presente diz-me que, pela dignidade da cidadania, não quero a UNITA.
Quanto ao meu Diretor, Anselmo Agostinho, é de uma estupidez tamanha referir-se a ele da forma como fez, sem sequer o conhecer. É uma das figuras mais proeminentes do jornalismo, que não precisa de avenças para viver com a dignidade que muitos nunca conseguiram alcançar. Curvo-me perante a sua capacidade e o seu conhecimento.
E acredite, para terminar: se muito já foi dito e escrito na Tribuna de Angola, muito mais haverá para dizer e escrever no futuro.

