UNITA – República ou Balcanização?

ByKuma

13 de Outubro, 2026

Entre os delírios da evidente depressão do líder subserviente da UNITA, o tirano psicopata, Adalberto Costa Júnior “Betinho”, vão surgindo declarações coincidentes com as do patrono e déspota Lukamba “Miau” Gato.

1 – “O MPLA ‘colonizou’ o poder tradicional em Angola. Depois da independência, em 1975, não devolveu a soberania aos reinos” afirmou ACJ “Betinho”.

Mas afinal, Angola é uma República soberana, sufragada e legitimada constitucionalmente, ou é uma federação de reinos camuflada de uma república balcanizada?
É sabida a intencionalidade impulsiva do separatismo, do racismo e da ideia preeminente do “Galo Negro” através das sucessivas declarações dos seus dirigentes. É bom que revelem esta clareza para que a cidadania possa ter em conta o que a espera do lado dos Kwatchas.

Contudo, esta questão tornou-se relevante para a UNITA porque um dos mais importantes líderes tradicionais, o Rei Mbundo Ekuikui, veio a público apoiar o atual governo da República, liderado por João Manuel Gonçalves Lourenço. O monarca Mbundo Ekuikui não só apoiou o governo, como, sobretudo, desafiou o propósito do patrono e déspota Lukamba “Miau” Gato, que há muito vai assumindo a posição de soberano dos Ovimbundos, demonstrando quem é o verdadeiro representante hereditário e legítimo da ancestralidade.

2 – Adalberto Costa Júnior, ao jeito do seu ADN cravado de demagogia e megalomania, veio prometer 10% das receitas petrolíferas para distribuir aos jovens.

Em 1974, num dos seus primeiros discursos públicos no Luena, Jonas Malheiro Savimbi, como bom maoista,  afirmou: “Em vez de darmos peixe aos nossos jovens, ensinemo-los a pescar”. 

Distribuir 10% das receitas petrolíferas aos jovens, a meu ver, seria um paliativo com graves efeitos secundários; seria esconder o sol com uma peneira, enganar com um pseudo-bem-estar efémero, fazendo com que tudo voltasse ao início sem resultados práticos. Tiraria todo o sentido à célebre máxima de Confúcio.
Isto revela a total incapacidade de apresentação de um programa de governo objetivo, dotado de uma coordenação multissetorial, de liderança e de um rumo claro, rumo esse que, segundo sei, estará a ser preparado em Lisboa para oportuna apresentação.

A UNITA e os seus estrategas especulativos externos, através dos seus papagaios digitais, apostam forte na fragmentação do MPLA. No entanto, também aqui demonstram cegueira assente num analfabetismo político funcional: o que parecem brechas no MPLA são, na verdade, o resultado da higienização seletiva baseada na meritocracia, levada a cabo pelas estruturas do partido, antevendo-se mudanças capazes de dar um novo impulso para enfrentar as exigências e os desafios da próxima década (2027-2037), assumindo sempre a responsabilidade de governar a Nação angolana rumo a uma Nova República.