Quem é o Líder…???

ByKuma

12 de Setembro, 2026

Começaram cedo demais; agora é tarde demais. O mosaico matizado da UNITA fragmentou-se, e a comunicação entre eles faz-se com elevados decibéis. A força bruta de Liberty Chiyaca, o romance folclórico e colorido de Adriano Sapiñala, o silêncio hipócrita e de medo de Lukamba “Miau” Gato, e a dependência do líder deprimido e subserviente, bacharel, tirano, psicopata e intrujão, ACJ “Betinho”, digladiam-se numa ameaça permanente. No entanto, o ódio ao Senhor Presidente da República é tanto que os une, falsamente, no ruído pelo Poder, dando uma imagem pública adornada por lacaios avençados, mas repudiada claramente pela cidadania e, em crescendo, por apoiantes cada vez mais descrentes dos reis, rainhas, doutores, engenheiros e generais sem cursos, que são candidatos a duques, barões, condes e viscondes no absolutismo que procuram desde 1975 até hoje por contágio hereditário.

O Galo Negro é hoje a fotocópia do MPLA de 2002 a 2017. São a desgraça que João Manuel Gonçalves Lourenço, com oportunidade, estancou em 2017 e reforçou com a legitimidade da cidadania em 2022. Contudo, a UNITA parou no tempo e é hoje um residual de esperança para os cidadãos conscientes que sabem que, em 2027, o rumo que Angola imprimiu no seu desenvolvimento só o MPLA pode dar continuidade.

A UNITA caiu num impasse. Em que consiste tal situação?
Nas instalações do parlamento, desfolharam um autêntico livro aberto de atividades circenses a que só faltou a tenda, o que reduziu a discussão política a uma ralhação degradante. Este é o produto de uma gestão errática do Galo Negro, com a liderança bicéfala de Lukamba “Miau” Gato e ACJ “Betinho”, que levou à criação da CASA-CE, do PRA-JA e do PHA, e à transformação do hemiciclo parlamentar e da rua política na arte da palhaçaria, o alfa e o ómega do dia a dia.

Atalhar este triste espetáculo pede estadistas, o que a UNITA não tem; o que encontramos são estradas associadas… Na incapacidade de perceberem que não estão a cuidar de nada mais do que o dia a dia, quando preparar o país para a década de trinta que aí vem é um imperativo nacional, não podemos ter recomeços e muito menos aventuras de quem apenas se conhecem leviandades, estratégias falhadas e um somatório de causas perdidas, algumas humilhantemente.

Voltar ao passado seria mais desastroso do que um recomeço. Hoje, o mundo encontra equilíbrios e atraem-se parcerias com base na confiança entre governantes e na estabilidade nas sociedades. Temos hoje um Presidente da República que abriu portas, assumiu responsabilidades e colocou Angola no caminho do progresso. A consciência de termos de dar continuidade a este desiderato obriga a não abdicar de tudo quanto João Lourenço pode dar à Nação angolana, emprestando a sua sabedoria e experiência onde quer que esteja. Cabe ao MPLA assumir essa responsabilidade perante o país e garantir a proclamação da Nova República.